segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Pessoas maduras – o oceano azul da rede social


Hoje todo mundo está na rede! O Brasil é um dos países mais importantes nas redes sociais tanto em penetração, quantidade de amigos como tempo de uso.
Quando conversamos sobre as estratégias online a maioria diz que o foco é o jovem, a famosa geração Y, mas que apesar deles serem ditadores de tendência focar no jovem como todo mundo está fazendo na verdade é um grande complicador de estratégia, pois como já dizia o livro Blue Ocean (W. Chan Kim e Renee Mauborgne) a melhor estratégia é sempre ir onde ninguém está olhando, não onde todos vão.
As pessoas mais maduras também estão na rede e com uma presença muito significativa, além de terem um enorme poder de compra. Entretanto eles usam a rede de modo diferente e entende-los e saber falar direito com este público é um divisor de águas para uma comunicação efetiva.
A grande diferença é que este público não foi criado no meio online. As pessoas mais maduras seguem as éticas e comportamentos do mundo off-line (fora da rede) até quando estão na rede. Seguem abaixo as principais diferenças entre os públicos:
Alcance: para as pessoas maduras o alcance da internet não é enxergado do mesmo modo que para o jovem. Com isso, elogios aos filhos e netos que são tão comuns na vida cotidiana passam a ser também na rede.
As pessoas mais maduras devido a sua vivência aprenderam que elogios são sempre bem aceitos, então por que não fazer o mesmo na rede? A diferença é que eles têm dificuldade de enxergar o alcance da mensagem e a mensagem que antes era fofa tem o poder até de alterar a imagem de alguém na rede, obviamente só em casos extremos. Mas espere ser chamado de chuchu, gorducho ou lindo da vó para ver o que acontece.
Reciprocidade: outra grande diferença é no comportamento nas respostas. As pessoas mais maduras sempre foram treinadas a responder sempre que falam com elas ou até mesmo quando uma informação chega até elas.
 Com isso, têm dificuldade de lidar com o lado unilateral da internet. Onde certas ações não necessariamente precisam de respostas. Por exemplo, o usuário não tem que responder a todas às mensagens de parabéns que recebem, na maioria dos casos somente curtir já é suficiente e você pode até não responder, o que não é considerado falta de educação.
Mas para este consumidor onde responder sempre foi à regra, este novo paradigma da internet fica bem mais complicado de entender. É estranho você receber uma mensagem e não responder e pior: é estranho ver algo que a pessoa postou e não comentar em cima. Por conta disso, este público tem um nível de interação por amigo maior que os jovens.
Amizade: o outro ponto é sobre a quantidade de amigos, a definição de colega e amigo é bem diferente entre as idades. Os jovens que nasceram em mídias sociais têm muito mais facilidade de manter uma proximidade com um numero maior de amigos e colegas, mesmo pessoas que eles perdem contato continuam na lista de amigos e podem até trocar informações.
As pessoas mais maduras têm uma valorização de amizade bem diferente, em sua vida tiveram que fazer muito mais esforço para conquistar e manter as amizades, mais ligações, reuniões e etc.
Com isso, eles tendem a valorizar muito mais os amigos que têm e passam a ter uma dificuldade maior com a ideia de colocar no mesmo “bolo” os amigos dos colegas. Sendo assim, este consumidor tem uma quantidade de amigos muito menor que os jovens, mas o nível de interação com cada um deles é muito maior.
Como conclusão: as marcas e as pessoas têm que entender que o meio digital é universal, mas o modo de comunicação com cada público não é, é preciso aprender a se comunicar de modo diferente com cada categoria para ter uma ação mais otimizada.

FW - Petitebox



(JA, Fev15)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Apanhe o trem da vida...


A vida é como uma viagem de trem: uns sobem e outros descem,  há acidentes, em alguns casos, há surpresas, e em outros, há uma profunda tristeza. Quando nós nascemos e subimos no trem, encontramos algumas pessoas e acreditamos que elas permanecerão conosco durante toda a viagem: estes são os nossos pais! Infelizmente, a verdade é diferente. Eles descem em uma estação, e nos deixam sem o seu amor e seu carinho, sua amizade e sua companhia.
Por outro lado, existem outras pessoas que sobem no nosso trem durante a viagem e que serão muito importantes para nós: estes são nossos irmãos, nossas irmãs, os nossos amigos e todas as pessoas maravilhosas que amamos. Alguns consideram a viagem como um pequeno passeio. Outros não encontram senão tristeza durante sua jornada. Existem aqueles sempre presentes, sempre prontos para ajudar quem estiver em dificuldade. Alguns, quando descem, deixam saudade para sempre.
Outros sobem e descem tão rapidamente que nós temos apenas o tempo de vê-los de relance. Ficamos surpresos  quando certos passageiros que amamos  tomam assento em outro vagão, nos deixando durante esse tempo  viajando sozinhos. Naturalmente, ninguém pode nos impedir de procurá-los por  todo o trem. Às vezes, infelizmente, não podemos sentar ao lado deles porque o lugar já está ocupado. Não importa... a viagem é assim: cheia de sonhos, esperanças, adeus..., mas sempre sem retorno. Portanto, Tente fazer a viagem da melhor maneira possível
Tente entender os companheiros de viagem e procurar o melhor em cada um deles. Vamos nos lembrar que, a cada momento da viagem, nossos companheiros poderão vacilar e precisarem da nossa compreensão. Nós também podemos vacilar, e , nesse caso, certamente haverá alguém que nos compreenda. O grande mistério da viagem é que não sabemos quando iremos descer do trem definitivamente. Não sabemos também quando nossos companheiros de viagem farão a mesma coisa. Nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado. Eu acho que eu vou estar triste ao deixar o trem... tenho certeza!
A separação de todos os amigos que conheci no trem vai ser dolorosa, deixar meus companheiros será muito triste. Mas tenho certeza que, um dia ou outro, vou chegar na estação central e vou ver todos eles chegando com uma bagagem que não tinham quando embarcaram no trem. Então, eu vou ficar feliz por ter contribuído para aumentar e enriquecer a sua bagagem! Nós, eu e todos os meus amigos, estamos fazendo todo o possível para fazer uma boa viagem, e tentar deixar uma boa lembrança no momento em que tivermos que descer do trem. Àqueles que fazem parte do meu trem, desejo uma
BOA VIAGEM!



(JA, Fev15)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Será que algum dia a TV perderá seu reinado?!



Será que algum dia a TV perderá seu reinado?! A televisão sempre foi centro das atenções e principal fonte de entretenimento da maioria dos lares brasileiros. Mas a TV está perdendo espaço para a internet – pelo menos é o que diz uma pesquisa inédita recém-divulgada pelo Ibope sobre hábitos de consumo de veículos de imprensa. De acordo com o levantamento, os brasileiros com acesso à internet passam – em média – 10 minutos a mais por dia na web quando comparado ao tempo que assistem à programação da TV.

Curioso é que a TV ainda é o meio de comunicação preferido da maior parte da população; mais de 76% contra apenas 13% que preferem o meio digital. Mas essa preferência não impede que os brasileiros passem mais tempo online do que usando qualquer outra mídia. O Márcio e o Alex se encaixam neste perfil e são até um pouco radicais.

Na visão do professor de sociologia Liráucio Junior, a pesquisa é importante para avaliar o comportamento do brasileiro. Mas defende que não podemos nos apegar apenas ao meio de comunicação utilizado, mas – principalmente – ao modelo de uso.

Outra questão interessante de se analisar é a forma que assistimos TV hoje em dia. Claro, isso depende da classe social e do tipo de TV que cada um tem em casa, mas a internet já chegou em muitos modelos de televisores disponíveis no mercado e isso faz bastante diferença.

Agora se a internet vem no topo da lista do tempo diário dedicado aos meios de comunicação, o mundo online ainda é o que apresenta menor credibilidade. Os jornais impressos são considerados o meio mais confiável como fonte de informação. A TV também apresentou uma confiança alta na pesquisa, com 49%...

Já a internet, com seus blogs, portais e redes sociais, é a menos confiável. As redes sociais se destacam no levantamento. A maioria dos entrevistados diz recorrer ao Facebook para se informar, em vez de procurar espontaneamente por sites de notícias. Aliás, para 32% as redes sociais já se tornaram seu principal canal na hora de buscar informação. E, não por acaso, o que os brasileiros mais usam na internet são as redes sociais; 71%.

Mas não dá pra generalizar; a questão de credibilidade também depende muito do perfil e classe social do indivíduo.

Ainda de acordo com a pesquisa Ibope, a TV está presente em em 97% das casas do país; na outra ponta dessa história, 53% dos brasileiros ainda não tem sequer acesso à internet. Dado que também chama atenção é a frequência de uso:  65% dizem ver TV diariamente enquanto 26% acessam a internet todos os dias.

E você, em que parcela da população se enquadra? Na sua casa a TV também está perdendo espaço e tempo para a internet? Acesse olhardigital.com.br e compartilhe sua experiência com a gente. Participe!

FONTE: Olhar Digital

domingo, 4 de janeiro de 2015

domingo, 21 de dezembro de 2014

População vive mais

População mundial vive seis anos a mais do que em 1990

Novo levantamento mostra que redução da mortalidade no mundo se deve, em parte, à queda de óbitos provocados por câncer e doenças cardiovasculares

Longevidade: Espera-se que, em 2030, expectativa de vida das mulheres seja de 85,3 anos
Longevidade: Espera-se que, em 2030, expectativa de vida das mulheres seja de 85,3 anos (Thinkstock/Thinkstock)
A população mundial está vivendo mais: a expectativa de vida global passou de 65,3 anos em 1990 para 71,5 anos em 2013. Esse aumento se deve ao fato de importantes causas de morte no mundo, como as doenças contagiosas, as cardiovasculares e o câncer, estarem em queda ou sendo tratadas de formas mais eficazes. Como consequência, as pessoas estão morrendo principalmente por problemas ligados ao envelhecimento e ao estilo de vida atual, que inclui sedentarismo, obesidade e tabagismo.
A conclusão faz parte do Global of Burden Disease 2013, estudo financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates que avalia a taxa de mortalidade e todas as causas de óbitos em 188 países, incluindo o Brasil. Os dados foram divulgados na quinta-feira na revista médica The Lancet.
Segundo a pesquisa, entre 2000 e 2013, o mundo registrou queda significativa na mortalidade por doenças transmissíveis como a diarreia (queda de 31%), o sarampo (de 80%) e a meningite (20%). Além disso, de 1990 para cá, a taxa de mortes por doenças cardiovasculares diminuiu 14% e por problemas respiratórios crônicos, 30%. Em geral, a proporção de óbitos por câncer também caiu nesse período, uma diminuição de 18% em relação ao câncer de mama e de 9% ao de pulmão.
No entanto, algumas doenças apresentam uma tendência contrária, ou seja, possuem taxas de mortalidade cada vez maiores. Nos últimos 23 anos, o número de mortes por câncer de fígado causado pela hepatite C, por exemplo, mais do que dobrou no mundo, enquanto os óbitos provocados pelo abuso de drogas cresceram 63%. Nesse período, também aumentou a taxa de mortalidade por Alzheimer (3,2%), Parkinson (28,2%), diabetes (9%) e problemas renais (36,9%). 
“Como as mortes por doenças cardiovasculares e câncer estão diminuindo, pessoas com diabetes e Alzheimer, por exemplo, acabam morrendo pela progressão dessas doenças, e não antes, devido a um infarto”, diz Paulo Lotufo, diretor do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica e professor da Faculdade de Medicina da USP e um dos colaboradores do estudo.
Idades — Em 1990, a maior taxa de mortalidade mundial ocorria entre crianças de até 4 anos, especialmente na África Subsaariana e no Sul da Ásia, seguida pela proporção de mortes entre idosos com mais de 80 anos, a maior parte em países desenvolvidos. Os dados de 2013 mostram que houve uma inversão: a maior taxa de mortalidade ocorreu entre os idosos, enquanto a mortalidade infantil teve uma queda significativa e passou a ocupar o segundo lugar. “Essa tendência mostra que o mundo caminha para uma taxa de mortalidade compatível com a de países desenvolvidos”, afirma Lotufo.
Vida abreviada — Além da taxa de mortalidade, o estudo também aponta para as principais causas de perda de anos de vida no mundo. Em resumo, esse dado revela as maiores causas de morte entre pessoas que faleceram mais jovens do que a média de sua faixa etária.
Em 2013, as cinco principais causas de perda de anos de vida no mundo foram doenças coronarianas, pneumonia, AVC, diarreia e acidentes de trânsito. As mortes prematuras por HIV cresceram consideravelmente de 1990 para cá: há 23 anos, o vírus da aids era a 27.ª causa de perda de anos de vida no mundo e, em 2013, passou a ser a sexta. No entanto, segundo Paulo Lotufo, o pico da aids já aconteceu em 2005, e a tendência agora é que a sobrevida da doença seja cada vez maior.
Brasil — No Brasil, as principais causas de perda de anos de vida são, na ordem, doença coronariana, violência, AVC, acidente de trânsito e pneumonia. O fato de a violência, como o homicídio, configurar entre os principais fatores que abreviam a vida dos brasileiros chamou a atenção dos autores do estudo. “No Brasil, a probabilidade de morrer devido à violência entre homens chega a 2%”, escrevem. Enquanto no Brasil a violência é a segunda causa de perda de anos de vida, no mundo ela é a 22.ª.
De acordo com o estudo, se a tendência mundial continuar igual, em 2030 a expectativa de vida mundial das mulheres será de 85,3 anos e a dos homens, 78,1 anos. “Minha avaliação é a de que os dados da pesquisa são positivos, o que não significa que a medicina ainda não precise avançar”, afirma Lotufo.

Causas de perda de anos de vida em 1990

1ª: Doença coronariana
2ª: Pneumonia
3ª: Acidente vascular cerebral (AVC)
4ª: Diarreia
5ª:  Acidente de trânsito
6ª: HIV
7ª: Nascimento prematuro
8ª: Malária
9ª: Encefalopatia neonatal
10ª: Anomalias congênitas

Causas de perda de anos de vida em 2013

1ª: Doença coronariana
2ª: Violência 
3ª: Acidente vascular cerebral (AVC)
4ª: Acidente de trânsito
5ª: Pneumonia
6ª: Anomalias congênitas
7ª: Diabetes
8ª: Cirrose 
9ª: Nascimento prematuro
10ªDoença obstrutiva pulmonar crônica

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

É Natal


Hoje é o seu dia  Jesus, o dia do seu nascimento terreno.  Parabéns!
Como todos nós, o Senhor nasceu com uma missão. Mas a sua é uma missão grandiosa; resgatar a humanidade de milhares de anos de escuridão, através da luz dos seus ensinamentos e pelo seu exemplo de vida. A proposta final é que esse novo ser humano possa se superar, e se aproximar, cada vez mais, do divino que, inconsciente e originalmente, carrega dentro de si, num processo evolutivo recorrente.
Nós que ainda estamos vivendo esse processo de evolução, não temos noção do resultado do seu trabalho.  Como todo o respeito, gostaria de saber do Senhor se a sua vinda, se o seu sacrifício, e de tantos que estiveram/estão ao seu lado, valeu a pena.  Entendo que a sua missão ainda não está concluída, que está em processo, considerando todas as impropriedades que diariamente praticamos, somos vítimas, ou que ficamos sabendo através da mídia.  Mas, independentemente disso, podemos ter esperança de que o bem, de que a prática do amor ao próximo, prevalecerão algum dia? Vamos conseguir nos superar?
Desculpe levantar estas questões nesta data. Eventualmente, elas o levarão a se lembrar de coisas desagradáveis. Entretanto, achei oportuno porque, se não for o caso de lhe dar os parabéns, talvez seja o momento de lhe pedir desculpas. Desculpas pela injustiça que praticamos por ainda não termos correspondido aos seus propósitos divinos, que só visam o nosso bem.
O Senhor não mediu sacrifícios para realizar a sua missão enquanto esteve entre nós, e não posso crer que tudo o que fez foi em vão, que não vá concretizá-la. Certamente, por mais difícil que possa ser, por maiores que forem os obstáculos e oposição, ela será realizada pela sua Graça, pelo nosso bem. Amém.
Imagem: Arthur Hughes (1832-1915), pintor inglês



(JA, Dez14)

sábado, 8 de novembro de 2014

Oração da Felicidade... Papa Francisco


Não chore pelo que você perdeu,
lute pelo que você tem.
Não chore pelo que está morto,
lute por aquilo que nasceu em você.
Não chore por quem te abandonou,
lute por quem está a seu lado.
Não chore por quem te odeia,
lute por quem te quer feliz.
Não chore pelo teu passado,
lute pelo teu presente.
Não chore pelo teu sofrimento,
lute pela tua felicidade.
Não é fácil ser feliz,
temos que abrir mão de várias coisas,
fazer escolhas e ter coragem de assumir
ônus e bônus para ser feliz.
Com o tempo vamos aprendendo
que nada é impossível de solucionar,
apenas siga adiante com quem quer
e luta para estar com você.
Se engana quem acha que a riqueza e o status atraem a inveja...
as pessoas invejam mesmo é o sorriso fácil,
a luz própria,
a felicidade simples e sincera
e a paz interior...
Papa Francisco -11/04/2014

sábado, 27 de setembro de 2014

Cultive o encanto




A vida é única e em todos os instantes temos a oportunidade de enxergar e descobrir coisas novas, aromas, sabores, cores, pessoas apaixonantes. E esta descoberta, que nos incita e nos inspira, trazendo aventura para a alma e silenciando os dramas que criamos inutilmente, pode ser chamada de encanto. O encanto não é coisa de contos de fadas. Ele existe, embora muitos tenham se esquecido dele ou ignorado que o encantamento está em todo o lugar e que cada pessoa tem uma dose toda peculiar, que pode agir com propriedades tão magnéticas que fica difícil manter distância. Quando isto acontece, o encanto assume a função divinal, transcendental, algo que deveria ser bastante comum a todos nós.

Mas, como temos tratado o encanto das pessoas e de todas as coisas? Será que o perdemos e o rechaçamos o tempo todo ou será que ele é vívido, como as cores que nos colorem quando o amor nos aconchega sendo tudo o que temos?

Se o encanto é um vaso bonito, há quem o quebre, derrubando-o com displicência, sem pensar em qualquer consequência. E o encanto se espatifa no chão, quebrando-se em mil pedaços. Mas ainda tem gente que faz pior: chuta o encanto para longe e ele cai com força, quebrando-se tão fortemente que os cacos também machucam quem estiver perto: eles tomam forma, voam longe. O vaso estilhaçado do encanto vira arma, ferindo quem não tem nada a ver com a falta de encanto ou quem estava do lado só para ajudar a colar os pedacinhos.

Talvez seja do encanto estilhaçado com uma violência rotineira que tanta gente nos machuque, com palavras ou atitudes. Que tanta gente perca o sorriso que encanta e ganhe o olhar vazio do desencanto, trocando a solicitude pelo sarcasmo de trazer sofrimento a si e aos outros. E a vida vira um fardo cheio de desencanto, de choro, de lamentação, de azedume, de cacos ferindo na carne, sangrando a pureza de coração e a nobreza de espírito.

Se você é quem quebra o encanto comece a reconstruí-lo, sem pensar no passado, mas com a delicadeza e dedicação para o momento presente. Use a cola da compaixão e a massa do amor. E tudo vai se encantar de novo, melhor do que antes.

Se você é quem se machuca com o desencanto, cure suas feridas com o bálsamo do perdão e faça uso da pomada da oração. Encante-se de novo por tudo e por todos. Às vezes quebramos tanta coisa, nos machucamos, trazemos cicatrizes… mas ainda podemos ser muito bons em restaurar, sobretudo, os nossos sentimentos.

Cultive o seu encanto, fazendo brotar no seu vaso as flores coloridas do bem, do amor. E com estas pétalas e folhas acaricie a si próprio e o mundo! Namastê!


M. Kikuti




terça-feira, 16 de setembro de 2014

Tempo Certo


Ele era um menino, com  cerca de oito anos de idade, que vivia numa comunidade agrícola,  no pequeno sítio da sua família.  A ele foram atribuídas algumas tarefas, como, por exemplo, alimentar as galinhas que eles criavam.  Além disso, tinha que frequentar e cumprir os deveres da escola, e cuidar do irmão menor, enquanto a mãe estava na lavoura.
O tempo ia passando: os dias, as  noites; as estações do ano; o tempo chuvoso, o tempo de seca; plantação, colheita; ... Cada momento trazia consigo o seu significado, exigência, ações, e consequências.
Terminado o Ensino Médio, conseguiu ser admitido numa faculdade. Infelizmente, ficava numa outra cidade. Após seus pais concordarem em mantê-lo por uns tempos na nova cidade, foi para lá, entrou e se adaptou na nova rotina.
Basicamente, lá, o processo se repetia, muito parecido com o de quando estava em casa: observar e entender o momento, cumprir o que era necessário, e ter direito ao resultado (exigências, ações e consequências).
No tempo certo, tendo cumprido tudo que lhe era exigido, se formou. Antes disso já estava trabalhando como Trainee num escritório de engenharia – sua área, e já não necessitava mais da ajuda dos pais, exceto eventualmente. Em pouco tempo, pela sua atuação dedicada e capacidade, foi efetivado e, na sequência vieram as promoções, com consequente aumento de responsabilidades e salário.
A partir dai, começou a ajudar sua família, contribuindo para a formação dos irmãos mais novos. Mais tarde, casou-se, comprou sua casa e teve dois filhos.
Atravessou aquela fase de formação e educação dos filhos, os quais por sua vez, também foram cumprindo seus ciclos: estudar, trabalhar, casar...
Hoje, bem aposentado, fruto da sua carreira bem sucedida e de um planejamento financeiro adequado, pode viver tranquilo, acompanhar e colaborar para cumprimento dos ciclos de seus netos.
Às vezes, olha para o que conseguiu realizar, tanto pessoal  como socialmente, e lhe ocorre que, mesmo estando muito bem,  poderia ter feito ainda mais. Entretanto, considerando de onde veio , as eventualidades negativas, o tempo disponível, as suas limitações e dons naturais, conclui que o que fez está de bom tamanho.
Tem consciência de que cada pessoa, além de ter o seu tempo certo, tem um papel, um missão a cumprir, fechando alguns ciclos e iniciando outros, para que todo processo previsto ocorra, naturalmente. Dentro desse contexto, tendo vivido como viveu, construído o que construiu, de um modo geral, independentemente de suas limitações físicas atuais, sente-se realizado, feliz.   
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Viver no tempo certo é viver em equilíbrio com a natureza. Os eventos vão ocorrendo naturalmente, um depois do outro, sem estresse. Os alicerces, as paredes da construção da vida, vão tomando corpo e, ao final, pode-se olhar para trás, com um misto de surpresa e, normalmente, de satisfação, ver o resultado da obra, da sua influência sobre si próprio,  sobre outras pessoas, sobre o meio ambiente, sua  cidade, seu país, o mundo - dependendo do  grau de influência alcançado.
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"Tempo presente e tempo passado / Estão ambos presentes no tempo futuro / E o tempo futuro, contido no tempo passado."  (T.S. Eliot)
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(JA, Set14)

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Giraff, o robô e assistente pessoal da terceira idade


Sistema que utiliza robô e sensores acompanha todas as atividades do utilizador e consegue fazer a recolha de dados médicos.
Lea na sua sala com o Mr. Robin   GIRAFFPLUS/COMISSÃO EUROPEIA

É italiana, tem 94 anos, e recusou-se a trocar a sua casa em Roma por um lar. Demasiado ocupada a escrever livros, a alimentar um blogue e a realizar tarefas domésticas, Lea Mina Ralli não é muito diferente de outros idosos. Os filhos moram longe, tem necessidades sociais e médicas, mas insiste na sua independência. E conseguiu o que queria e o responsável é Mr. Robin, como carinhosamente trata o robô que passa 24 horas consigo desde Dezembro. A avó Lea, como gosta de ser chamada, é uma das seis pessoas que têm este tipo de assistência, ainda numa fase de testes.
Em Dezembro do ano passado, Lea escreveu pela primeira vez no seu blogue sobre Mr. Robin, um dos exemplares do projeto GiraffPlus, destinado à terceira idade, e liderado por investigadores da Universidade de Örebro, na Suécia. O projeto é financiado pela Comissão Europeia e já recebeu 3 milhões de euros em apoios. Conta ainda com o apoio de grupos de investigadores de vários países, empresas e serviços nacionais de saúde.
Entusiasmada com a nova presença, que Lea diz parecer-se com “um novo modelo da árvore de Natal”, a italiana passou a ter uma espécie de assistente pessoal que reage através da informação que recebe de sensores espalhados pela casa da idosa e têm um monitor que promove a interação social com a utilizadora. Através dos sensores, o robô Giraff detecta todo o tipo de atividades de Lea, como cozinhar, dormir ou ver televisão, e monitoriza a sua saúde, através da leitura da pressão sanguínea, dos níveis de açúcar ou de oxigênio no sangue. Os dados recolhidos ficam disponíveis através de um software que pode ser acedido através de um interface no computador pessoal do utilizador. O aparelho permite ainda que a família e amigos acompanhem Lea e falem com ela através de um sistema semelhante ao Skype e lançar alertas em caso de acidente ou saúde.
“As pessoas perguntam-me porque não vou viver com a minha filha. Mas ela tem netos e muitas responsabilidades. Com este valioso assistente, a que chamo Mr. Robin, estou mais descansada nos próximos anos e os meus filhos e netos também”, conta Lea.
A italiana é uma das duas pessoas em Itália a ter este sistema e um das seis no mundo. Dois outros idosos têm o robô em Espanha e dois Giraff estão em funcionamento na Suécia.
O robô ainda não está a ser comercializado, o que só deverá acontecer no próximo ano. Para já, e até ao final de 2014, a GiraffPlus prevê ter um total de 15 robôs a funcionar nos três países. “Estamos neste momento a meio das avaliações mas confirmamos que vários aspectos do sistema são apreciados de forma diferente pelos utilizadores. Isso mostra que apenas uma abordagem à tecnologia não é necessariamente o melhor e que a tecnologia deve ser adaptável e customizada ao que os utilizadores precisam”, afirmou a coordenadora do projeto na Universidade de Örebro, Amy Loutfi, em comunicado.
A Comissão Europeia apoia novas tecnologias que permitam à terceira idade "viver de forma independente". Num comunicado divulgado esta terça-feira, a vice-presidente da Comissão Europeia e responsável pela Digital Agenda, Neelie Kroes, voltou a defender esta posição”. Todos queremos saber que não iremos perder a nossa dignidade, respeito e independência quando envelhecermos. A União Europeia está a investir em novas tecnologias que possam apoiar a 'geração prata', adicionando não apenas anos à nossa vida mas também vida aos nossos anos”.
Estima-se que o mercado europeu para robôs e outros aparelhos semelhantes destinados a prestar assistência a idosos atinja os 13 mil milhões de euros em 2016.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Falta produto adequado à 3ª idade, diz consumidor


Pesquisa mostra que 45% dos acima de 60 anos não acham o que procuram
Roupas, calçados, celulares, produtos de beleza e opções de entretenimento estão entre os mais citados

A cada cem consumidores da terceira idade (acima de 60 anos), 45 têm dificuldade para encontrar produtos e serviços adequados a sua faixa etária.
Na hora de comprar roupas, consideram que as lojas ainda oferecem opções para os jovens demais ou para os "velhinhos" demais. No momento de comprar um celular, sentem falta de aparelhos com letras e teclados maiores que facilitem a visão.
Quando buscam locais de entretenimento, dizem não encontrar restaurantes, bares nem casas noturnas com programação voltada para o público de sua idade.
Os dados constam de um mapeamento do consumo nessa faixa etária feito pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) Brasil e pelo portal de educação financeira "Meu Bolso Feliz", em 27 capitais.
No Brasil, são 24 milhões de consumidores com mais de 60 anos, um contingente que representa 13% da população adulta, segundo dados do IBGE de 2013.
Por ano, eles movimentam R$ 402 bilhões, somados aposentadorias, pensões e rendimento do trabalho com ou sem carteira assinada, de acordo com o instituto Data Popular.
"Eles estão mais exigentes, dispostos a pagar mais caro por itens de melhor qualidade e sentem a carência de produtos e serviços. A maior parte [64%] decide sozinha o que comprar e se considera estável financeiramente", diz Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, ao ressaltar que existe um contingente que corresponde a três vezes à população do Uruguai que não recebe a atenção que deveria do varejo, da indústria e do setor de serviços.
Entre os consumidores que enfrentam mais dificuldade na hora de comprar itens para sua idade, estão as mulheres e os que estão acima da faixa de 70 anos.
Fernando Pimentel, superintendente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil), diz que já existe no setor uma preocupação com esse público e que a oferta de itens tende a aumentar.
"As empresas começam a se segmentar em vez de olhar o consumidor como um grande mercadão. É um nicho que vai ganha uma dinâmica mais acelerada à medida que a população envelhece."
Para Maurício Morgado, professor da FGV, uma das maiores carências ainda está no atendimento. "As lojas são barulhentas, iluminadas demais ou escuras demais. Faltam nas embalagens letras maiores que simplifiquem o entendimento."
Fábio Mariano Borges, professor de comportamento do consumidor da ESPM, concorda. "O setor de serviços é exemplo da falta de cuidado com esse público", diz, ao citar atendentes de TV a cabo que frequentemente pedem ao cliente para verificar se o aparelho está conectado à tomada. "Ele só esquece que esse consumidor muitas vezes não tem condições físicas para abaixar e verificar."


(JA, Set14)





quarta-feira, 27 de agosto de 2014

5 hábitos da meia-idade que você não pode mais se dar ao luxo de adiar


CRISE DA MEIA IDADE
wikimedia.commons


Entre seu chefe exigente, as despesas que seus filhos lhe dão, seus pais que sempre querem atenção e sua mulher ou seu marido amada(o) (na maior parte do tempo), não surpreende que você acabe esquecendo de você mesmo na meia-idade, como acontece com a maioria de nós. Seus sonhos, seus hobbies e até mesmo sua higiene pessoal acabam caindo para algum lugar lá embaixo em sua lista sempre crescente de prioridades.
A gente entende que você esteja ocupado, mas há alguns hábitos que simplesmente são importantes demais para que possam ser adiados por mais tempo.
1. Cuidar dos dedos dos pés.
pedicure
Isso não se aplica apenas ao verão, a temporada de usar sandálias. E, caras, não estamos falando apenas com as mulheres. Ninguém quer ver suas unhas do pé sem cortar nem seus calcanhares rachados. Mas a dificuldade em dobrar-se para alcançar os dedos do pé, ou até mesmo de enxergá-los (isso é constrangedor...) à medida que envelhecemos faz com que esses heróis esquecidos raramente recebam a atenção cuidadosa que merecem, apesar de nos carregarem por milhares de passos todos os dias.
Ir ao pedicure é bom por muito mais razões que apenas ter unhas bonitinhas. A exfoliação ajuda a remover as camadas de pele mortas, resultando em pés mais lisos, macios, com aparência mais jovem. Nossa parte favorita é a massagem, que é a maneira perfeita de desestressar e literalmente pôr os pés para cima (sem falar que aquelas cadeiras de massagem também são legais). O bônus adicional é que fazer o pé pode ajudar a prevenir um dos indícios mais óbvios do envelhecimento: as varizes. Com a idade, as veias perdem a resiliência, ficam esticadas e enfraquecidas, manifestando-se como aquelas veias inchadas e feias em nossas coxas, panturrilhas e até nos pés. Elevar as pernas e fazer o sangue circular um pouco melhor pode ajudar a prevenir varizes ou pelo menos ajudar a desacelerar seu surgimento.
2. Usar o fio dental com afinco. 
floss
Você escova os dentes duas vezes por dia e até faz gargarejo com um produto de higiene bucal, mas seu fio dental fica esquecido, acumulando pó, no fundo do armário do banheiro. Talvez você pense que passar fio dental é opcional, mas alguns dentistas dizem que é essencial. “Se você estivesse preso numa ilha deserta e um barco só pudesse lhe trazer uma coisa, você iria querer que lhe trouxesse fio dental”, disse ao WebMD o dentista Samuel B. Low, ex-presidente da Academia Americana de Periodontia.
Além de remover irritantes partículas de alimentos de seus dentes, o uso do fio dental traz muitos outros benefícios. Pode ajudá-lo a conservar seus dentes por mais tempo, a prevenir a gengivite, ajuda a prevenir a boca seca e as cáries. Especula-se que o uso do fio dental pode até ajudar a prevenir doenças cardíacas. Relatos já comprovaram que as pessoas com algum tipo de doença periodontal têm duas vezes mais chances de ter doenças do coração.
3. Fazer do protetor solar seu novo melhor amigo.
sunscreen
Você pode ter se acostumado a conviver com temperaturas abaixo de zero e a usar seu casacão de inverno na primavera, mas agora o verão chegou, e isso significa sol, areia e rugas. É isso mesmo: de acordo com um estudo de referência de 2013, até 80% das rugas, pés de galinha e manchas de idade se devem à exposição aos raios UV.
Se você passou a juventude usando bronzeador na praia ou deitado em câmaras de bronzeamento, é bem possível que esteja sentindo os efeitos agora. Os raios UV são responsáveis pelo rompimento da elastina de nossa pele –as fibras que dão resiliência e elasticidade à pele. É isso que faz surgir as rugas, as linhas finas e leva a pele a perder a firmeza.
Portanto, na próxima vez em que sair de casa, não deixe de primeiro proteger-se do envelhecimento e dos cânceres de pele.
Um estudo comprovou que basta usar um protetor solar de fator 15 para reduzir o envelhecimento em um quarto, comparado a não usar protetor solar. Se os protetores solares espessos, gordurosos e de cheiro forte não o agradam, saiba que hoje existem muitos hidratantes faciais e loções corporais com níveis diversos de proteção solar.
4. Apertar o cinto. De verdade. 
seatbelt
Todos nós já vimos os anúncios de serviço público sobre não enviar SMS na direção de um veículo, algo que é um problema sério. Mas milhões de nós não fechamos o cinto de segurança a não ser que vejamos uma viatura policial se aproximando. De acordo com os Centros de Controle de Doenças dos EUA, mais de 2 milhões de adultos por ano vão parar no hospital devido a acidentes de carro. O cinto de segurança possui o poder de reduzir em até 50% a incidência de mortes e ferimentos provocados por acidentes de carro. É uma porcentagem enorme.
Além disso, agora que muitos de nós temos filhos adolescentes andando de carro sozinhos, não seria bom dar um exemplo correto a eles? Você quer que seus filhos usem o cinto de segurança, não quer?
5. Tome o café da manhã. Todo dia.
oatmeal
Não, um latte macchiato grande (e um punhado de M&Ms que você pegou na recepção da empresa) não vale como “café da manhã”. Você pode ter se virado bem com uma dieta muito menos balanceada quando era mais jovem, mas não existe melhor hora que agora para tratar bem seu corpo e reduzir um pouco essa cinturinha.
O simples fato de reservar dez minutos a mais por dia para consumir um iogurte com granola ou um pouco de aveia com frutas pode render muitos benefícios que se prolongam pelo dia inteiro, e mais um pouco. As pessoas que fazem um bom desjejum tendem a ter concentração melhor, colesterol mais baixo e até pesar menos. Já sabemos que nosso metabolismo não é mais o que era –mas não se iluda, pensando que deixar de tomar o café da manhã lhe permitirá poupar calorias que você poderá consumir mais tarde. Os médicos dizem que pular o café da manhã pode na realidade fazer você comer demais mais tarde e beliscar ao longo do dia, algo que, com o passar do tempo, leva ao acúmulo de quilos. O café da manhã desperta seu metabolismo, que passou várias horas jejuando depois do jantar e enquanto você dormia, e com isso você terá mais energia e mais benefícios de queima de gordura ao longo do dia. Na verdade, um estudo da organização National Weight Control Registry indicou que quase 80% das pessoas que perderam peso e mantiveram a perda disseram que faziam um bom café da manhã diariamente.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Livro sobre a Doença de Alzheimer

"Você não está sozinho... nós continuamos com você"
O livro reúne artigos de profissionais  das diversas áreas relacionadas à Doença de Alzheimer. Foi escrito em linguagem clara e objetiva, acessível tanto a profissionais de Saúde como aos familiares dos doentes.

O propósito dos autores é instrumentalizar os familiares e cuidadores para que possam estabelecer um bom contato e investir em um relacionamento de qualidade com os pacientes.

Livro sobre a Doença de Alzheimer, lançado em abril de 2013 pela ABRAz – Associação Brasileira de Alzheimer

O livro foi organizado por Vera Caovilla, Administradora Hospitalar e uma das fundadoras da ABRAz – Associação Brasileira de Alzheimer, e por Paulo Canineu, Geriatra e membro da Comissão Científica da ABRAz. Eles reuniram na obra a experiência e o conhecimento sobre a doença, acumulados durante anos de atuação na ABRAz.
“Você não está sozinho... nós continuamos com você”, em sua terceira edição, revisada e atualizada, representa uma das ações que a ABRAz desenvolve para informar e orientar os familiares-cuidadores de uma maneira técnica, humana e consistente sobre o manejo com o paciente.
O livro aborda os principais conceitos sobre a Doença de Alzheimer; doenças similares e perspectivas futuras; cuidados com o paciente relacionados à cognição; atividade física e intelectual e atividades prazerosas como a música e a arte. A obra trata também dos aspectos pertinentes às orientações legais – uma questão difícil a ser assumida diante da doença, e traz um capítulo destinado a preparar os familiares para lidar com o desfecho da doença e a perda do parente.
Os Grupos de Apoio que a ABRAz oferece aos familiares-cuidadores têm destaque num capítulo específico do livro em que são apresentados em todas as suas possibilidades de informação e de suporte para os que lidam com o Alzheimer.
"Um dos mais importantes objetivos deste livro é esclarecer o leitor, de forma correta, como lidar com a Doença de Alzheimer, orientá-lo na distinção entre o envelhecimento saudável e o envelhecimento patológico e informá-lo de que profissionais de saúde de várias especialidades estão envolvidos com o tratamento da doença. O nosso livro, desde a sua primeira edição em 2002, tem sido importante fonte de pesquisa para profissionais da área de saúde nos seus estudos acadêmicos", diz Vera Caovilla.
Na data do lançamento do livro, antes da sessão de autógrafos, haverá breve palestra com os dois organizadores no Auditório da Livraria Martins Fontes Paulista. Vera Caovilla falará sobre "ABRAz no apoio ao familiar-cuidador" e Paulo Canineu abordará o tema "Doença de Alzheimer hoje".

Vera Pedrosa Caovilla – Graduada em Administração Hospitalar (IPH), pós-graduada em Marketing (FECAP), com mestrado em Serviços de Saúde (Faculdade de Ciências da Saúde São Camilo), especialização em Gerontologia Social (FMUSP). Membro-fundadora da ABRAz, exerceu os cargos de tesoureira (1991-1995), presidente da Regional São Paulo (1991-1995 e 2009-2012), presidente da ABRAz Nacional (1995-2002), representante das Associações de Alzheimer da América Latina junto a ADI - Alzheimer’s Disease International (1998-2000), conselheira suplente do Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (2012-2014) e tesoureira da ABRAz Nacional (2011-2014).
Paulo Canineu – Graduado em Medicina, especializado em Geriatria e Gerontologia (AMB/SBGG), especializado em Cardiologia (AMB/SBC), mestre em Ciências Biológicas (PUCSP), doutorado em Educação/Gerontologia (UNICAMP), professor titular do curso de Pós-graduação em Gerontologia (PUCSP e CUSC) e vice-presidente da SBGG Nacional. Com atuação intensa na ABRAz Nacional, exerceu os cargos de membro da Comissão Científica (1995-1999), diretor de publicação (1999-2002) e vice-presidente (2002-2008).

O lançamento do livro “Você não está sozinho... nós continuamos com você”, promovido pela ABRAz, teve o patrocínio cultural da PREVENT SENIOR e o apoio cultural da Livraria Martins Fontes Paulista.

Livro: “Você não está sozinho... nós estamos com você”.
Organizadores: Vera Caovilla e Paulo Canineu.
Capa: Cynthia Vasconcelos
Foto: Bob Wolfenson.
Editora: Novo Século.
Lançamento: Abril de 2013.
Horário: Das 15h30 às 18h30.
Estrutura: 16 cm x 23 cm, 304 páginas.
Preço: R$ 40,00.
ISBN: 978.85.7679.905.4.
Venda: Pelo e-mail abraz@abraz.org.br 

ABRAz – Associação Brasileira de Alzheimer
Fone fax: (11) 3237-0385 / 0800-551906
E-mail: abraz@abraz.org.br  
Site ABRAz Nacional: www.abraz.org.br 

FONTE: abraz.org.br/

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Beba água corretamente

Água é essencial para a vida. Todos sabemos. Mas como tudo, também deve ser consumida na quantidade certa, pois em excesso pode fazer mal.






O sangue é formado por várias substâncias, dentre elas a água. Se tomarmos água em excesso, o sangue fica “diluído”, isto é, fica mais “aguado”. Resultado: o rim vai ter que trabalhar para excretar a água em exagero. Só que isso pode demorar um pouco para acontecer e se quantidade de água ingerida exceder a capacidade do rim de eliminar, podemos ter um tipo de “intoxicação” pela água.

O excesso de água vai parar dentro das células, que ficam inchadas de água e não funcionam bem. Principalmente os neurônios, que são especialmente sensíveis. A consequência são os sintomas que acontecem: enjoo, vômitos, fraqueza, mal estar, confusão mental entre outros. Na vida, o bom senso e a moderação são essenciais. Tome água sempre. Mas ouça seu organismo: tome água quando tiver sede.


fonte:
www.danonenutricao.com.br

sábado, 21 de junho de 2014

O homem que virou Maiakovski


O niteroiense Eduardo Alves da Costa é autor de um dos poemas mais famosos da literatura brasileira – mas que, por infelicidade, é muitas vezes atribuído a autores tão diversos quanto Maiakovski, Borges, Jung e García Márquez. “No Caminho, com Maiakovski” já virou de camiseta da campanha pelas 'Diretas Já', a pôster em cafés europeus e corrente da Internet.
Depois de anos esgotado em livro, o poema dá nome a um livro que agora está sendo lançado pela Editora Geração. O livro é uma reunião completa da sua obra poética. Dono de um fazer poético vigoroso, impactante, de cunho social, que mistura erudição, criatividade no trato da língua e comunicação imediata com o leitor. Um livro imperdível para a biblioteca de qualquer amante de poesia que se preze.
Da luta contra a ditadura à novela “Mulheres Apaixonadas”, a fantástica história de um poema brasileiro atribuído a Wladimir Maiakovski, García Márquez e Bertolt Brecht – entre outros.
Não há quem não conheça os versos mais do que famosos: 

DESPERTAR É PRECISO
Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma Flor do nosso jardim e não dizemos nada.
Na segunda noite, Já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada.
Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada, Já não podemos dizer nada.

Eles fazem parte, desde 1968, quando foram escritos, de um longo poema do brasileiro Eduardo Alves da Costa, que nasceu em Niterói e vive desde a infância em São Paulo.
Por algum motivo, foram logo atribuídos pelo escritor Roberto Freire, na epígrafe de um de seus livros, ao poeta russo Wladimir Maiakovski.
O equívoco foi corrigido, mas a falsa autoria pegou: os versos foram transformados em pôster pelos líderes estudantis que combateram a ditadura militar, nos anos 70; transformados em inscrição da camiseta amarela da campanha pelas Diretas Já, nos anos 80: e, traduzidos para vários idiomas, transformados em corrente na Internet, nos anos 90.

Eduardo Alves da Costa 
Poeta, escritor e pintor, Eduardo Alves da Costa nasceu em Niterói, no Estado do Rio, em 1936. Formado em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP), trabalhou no Tribunal do Trabalho, o que o levou a concluir que Kafka não inventou nada, apenas observou atentamente a realidade.
Seus poemas estão em várias antologias, entre elas Os 100 melhores poetas brasileiros do século (Geração Editorial). Eduardo já teve suas pinturas expostas em Paris, Haia, Amsterdã, Berlim, Bremen, Antuérpia, além da Pinacoteca de São Paulo e do Museu Nacional de Belas Artes.
Em 2010, passou nove meses em Paris trabalhando num estúdio como convidado da Cité Internationale des Arts. Atualmente, vive em Picinguaba, pequena vila de pescadores no litoral norte de São Paulo.

Vladimir Maiakovski
1.      Vladimir Mayakovsky nasceu na Geórgia, então Rússia, em 1893.
2.      Entrou para a facção bolchevique do Partido Social-Democrático Operário Russo ainda na adolescência, sendo preso várias vezes. Junto com David Burlyuk, Khlebnikov e Kruchonykh, publica o manifesto cubo-futurista intitulado ‘Uma bofetada no gosto do público’.
3.       Após a Revolução de Outubro, trabalhou na Agência Telegráfica Russa, foi redactor da revista LEF (de Liévi Front, Frente de Esquerda), escreveu teatro, fez inúmeras viagens pelo país, aparecendo diante de vastos auditórios para os quais lia os seus versos.
5.      Nuvem de calças, publicado em 1915, foi talvez o seu primeiro grande poema a ser editado. Suicidou-se com um tiro, aos 37 anos de idade, em 14 de Abril de 1930.

(JA, Jun14)