quinta-feira, 14 de maio de 2015

Envelhecer em tempos de PEC


"Eu era menino quando, no Campo Santa Margherita, meu pai me apontou a casa de Sebastiano Venier, que foi "capitão do mar" (almirante) da frota veneziana vitoriosa na batalha de Lepanto, contra os otomanos, em 1571.
Venier, na época da batalha, tinha 75 anos. Seu braço cansava ao retesar a balestra, e um ajudante se encarregava disso por ele.
Ele lutava de pantufas e dizia que era porque elas não escorregavam na ponte do navio, molhada de água e sangue, mas era por causa dos calos que o impediam de usar botas. Fora isso, ficou o tempo todo plantado na ponte de seu navio, o Capitana.
Já a história de Enrico Dandolo me foi contada diante de quatro homens que subiam a escada da Ponte della Veneta Marina, em Veneza, carregando um ancião numa cadeira.
Talvez meu pai imaginasse que eu menosprezava o inválido; por isso, me contou que Dandolo, em 1204, aos 96 anos, doge de Veneza, foi reconquistar Constantinopla: aos gritos, da ponte de sua galera, pedia que os soldados o levassem logo à terra, na hora do ataque.
Cresci numa época em que a morte era temida, a finitude da vida incomodava a todos, mas ser velho era um valor; a esperança e o dever dos jovens era envelhecer, sem demora.
Assisti a uma mudança cultural tremenda e rápida. Quando cheguei aos 12 ou 13 anos, os adolescentes, recém-inventados, já estavam se tornando objeto da inveja de todos, e os velhos (previamente objetos de admiração) começavam a aparecer como um fardo.
A desculpa era econômica: haverá aposentados demais, que adoecerão, pedindo cuidados custosos. Mas, provavelmente, a verdade é que o medo de morrer nos leva até a negar nossa própria velhice iminente: desprezamos os "parasitas" que seremos.
No entanto, quem disse que os velhos são "parasitas" desprovidos de utilidade social?
Recentemente, a PEC da Bengala modificou a aposentadoria compulsória dos membros de tribunais superiores para 75 anos. O editorial da Folha de 8 de maio pedia que a medida fosse coo extensiva a todo o funcionalismo público.
Pode ser que a PEC surja, hoje, como uma manobra política para postergar nomeações de ministros do STF até as próximas presidenciais. Por que renunciaríamos ao patrimônio de experiência dos velhos?
No começo do século passado, a psicologia distinguiu dois fatores de inteligência. Embora discutida, a distinção permanece: grosso modo, a inteligência fluida é a capacidade de se adaptar a situações novas de forma rápida e flexível.
A inteligência cristalizada é construída pelo aprendizado do indivíduo e é uma espécie de sabedoria: permite compreender realidades complexas, estabelecer relações não intuitivas, avaliar e julgar situações contraditórias.
Em 2009, A. Kramer e A. Nunes publicaram uma pesquisa, no "Journal of Experimental Psychology" (http://migre.me/pPIx4), comparando os controladores de tráfego aéreo dos Estados Unidos (que têm aposentadoria compulsória aos 56 anos) com os do Canadá (que só se aposentam aos 64). Eles chegaram à conclusão que a aposentadoria compulsória dos americanos era um desperdício.
Em testes genéricos, os controladores mais velhos eram mais lentos, mas, em testes de decisões ligadas ao tráfego aéreo, sua experiência compensava qualquer perda cognitiva da idade.
Outro exemplo: em 2010, Igor Grossmann e outros publicaram uma pesquisa nos "Proceedings of the National Academy of Science" dos EUA (http://migre.me/pPIZC), mostrando que existem aspectos do pensamento que melhoram com a velhice.
 A jovens e velhos, eles apresentaram uma série de histórias ou dilemas que tinham a ver com conflitos entre indivíduos ou entre grupos. E pediram soluções e comentários.
Foi constatado que, em comparação aos jovens ou às pessoas de meia idade, os idosos usam raciocínios mais complexos e enxergam melhor a necessidade de perspectivas múltiplas e de compromissos.
Conclusão: 'É recomendável que pessoas mais velhas ocupem funções sociais cruciais, que incluem decisões legais, aconselhamento e negociações entre grupos'.
O campo de pesquisa sobre os efeitos positivos do envelhecimento está aberto.”Contardo Calligaris
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O livro de Anne Karpf, "Como Envelhecer" (ed. Objetiva, série 'The School of Life', R$ 26,90, 192 pgs.) é ótimo e um excelente companheiro para quem está afim de envelhecer e de pensar sobre nossa mudança cultural diante da velhice. Agora, a editora deveria imprimir com fontes mais clementes com a hipermetropia de quem envelhece.
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(JA, Mai15)

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Memórias de viagem - Nepal


Visitei o Nepal há sete anos. Ficaram-me na memória as imagens de belezas naturais e artísticas, mas também de um país pobre e ainda por cima palco de acirrados conflitos políticos. Tal como aconteceu no Haiti, o terremoto veio atingir uma sociedade que estava especialmente despreparada para lidar com esse tipo de situação.
Katmandu é uma cidade feia num cenário bonito. A beleza vem das montanhas do entorno, mas para vê-las é preciso que as nuvens se dissipem. A feiura, da paisagem urbana, excetuados pontos específicos, como templos e outros prédios antigos; para agravar, havia um racionamento de energia elétrica, e partes da cidade ficavam sem luz várias horas por dia.
A cidade tem um milhão de habitantes e está situada num vale. O ar é poluído: todo dia voltávamos para o hotel com o rosto impregnado de fuligem. Previdentes, os japoneses que andavam por lá usavam máscaras antipoluição e seguiam imperturbáveis, em grupos disciplinados e simétricos.
No romance Guru do Amor, o escritor nepalês Samrat Upahyay expressa a percepção do personagem Ramchandra sobre a rapidez com que a paisagem de Katmandu se deteriorou no final do século XX: "Em poucos anos, a cidade inchara tanto que estava a ponto de explodir. A cada dia, pessoas das montanhas e colinas do Norte e das planícies do Sul migravam para ali, tentando sobreviver. Nos seus vilarejos, a terra não produzia boas safras, e a inflação crescente os impossibilitava de alimentar suas famílias. Devido ao fluxo constante de migrantes, a silhueta da cidade se tornara pontilhada de antenas de satélites, e não se podia ir a nenhum lugar sem inalar a fumaça dos riquixás e dos ônibus velhos e caindo aos pedaços. Ramchandra entendia o sofrimento daquelas pessoas pobres que haviam tido que abandonar vilarejos e aldeias, mas o resultado era que demasiadas mãos estavam a cutucar as entranhas de Katmandue a se alimentar delas. Dali a pouco, só iria restar sua carcaça".
A língua oficial é o nepali. Em Katmandu, porém, o inglês é amplamente falado. Em toda parte, inclusive em prédios públicos, os letreiros estão em nepali e inglês. Embora o país fique meio encaixotado entre a Índia e a China, Katmandu tem algo de ocidentalizada. Talvez consequência do fluxo de viajantes, em grande parte jovens, que vão percorrer trilhas nas montanhas ou praticar alpinismo – o principal chamariz turístico do Nepal. Mas também se nota a presença das tradições, e a religiosidade é visível: a toda hora víamos pequenos oratórios hinduístas ou budistas, com gente entrando e saindo. Na área central de Katmandu, encontra-se o Thamel, bairro de cara moderna: restaurantes de culinária variada, bares simpáticos, lojas de boa qualidade e uma excelente livraria, a Pilgrim's. Entre os doces que uma pequena confeitaria oferecia, vimos o Brazilian cake, o nosso bom-bocado. Não estava grande coisa, mas fizemos nossa boa ação, ensinando ao balconista a palavra em português. 
Em caminhada pelo centro, passamos na frente do Palácio Real, que ocupa uma área  enorme. Um mês antes, o improvisado parlamento, buscando uma saída para a crise política, votara o fim da monarquia e convocara uma constituinte. O rei ainda estava por lá, mas ninguém sabia direito onde. Era figura detestada, na opinião dos nepaleses com quem conversamos. Não por acaso, os muros do palácio exalavam cheiro de urina, aponto de ser desagradável caminhar pela calçada adjacente − para muitos nepaleses, talvez fosse o modo de dizer o que achavam da monarquia reinante. Há seis ou sete séculos, o Nepal esteve dividido entre várias cidades-estados, cada uma com seu rei. Na região central, havia três reinos rivais, sediados em cidades muito próximas: Katmandu, Patan e Bhaktapur. Conhecidas como Durbar, as praças fronteiras aos palácios reais se preservam até hoje, e a Unesco as considera patrimônios culturais da humanidade. A forma arquitetônica predominante é a do pagode, e há belos e requintados trabalhos de madeira a serem admirados. [Pelo noticiário de abril/2015, algumas dessas riquezas foram destruídas pelo terremoto] Para ingressar em uma Praça Durbar, o turista deve pagar uma taxa. Os nepaleses circulam por ali de graça, e os guardas facilmente identificam quem é quem. 
É comum no Nepal o sincretismo religioso entre hinduísmo e budismo, e muitos se declaram praticantes de ambos. Ao percorrermos a Praça Durbar de Patan e suas redondezas, encontramos locais de um e de outro. Curiosamente, vimos lugares de culto que se situavam no pátio interno de prédios onde havia pessoas morando.
Num dos palácios da Praça Durbar de Katmandu, mora uma menina que muitos nepaleses cultuam como deusa viva, a Kumari. Ela seria a encarnação de Taleju, a deusa protetora do Nepal. A menina que se candidata a deusa se submete a várias provas; uma delas é passar uma noite inteira sozinha, sem demonstrar medo, numa sala onde jazem cabeças sangrentas de búfalos recém-sacrificados às divindades. Uma vez entronizada no novo status, ela não pode mais pisar no chão, a não ser dentro do palácio: assim como todo o corpo, seus pés são sagrados. Quando sai, é carregada num palanquim folheado a ouro. Ao vir a primeira menstruação, Taleju deixa o corpo da menina − diz a crença −, e ela deve ser substituída. Como se diz que a ex-deusa terá dificuldade para arranjar marido, pois há a superstição de que casar-se com essas moças dá azar, o Estado passa a pagar-lhe uma pensão vitalícia. Essa pensão tem seu charme, e de vez em quando aparece um corajoso que se anima a desposar uma ex-deusa; parece que nenhum deles se deu mal. Mas não deixa de ser original esse currículo, em que a pessoa começa como divindade e termina como pensionista da Previdência. Recentemente, as ex-deusas andaram reclamando que o valor das pensões estava baixo.
Fomos visitar o Templo de Pashupatinath, num parque atravessado pelo rio Bagmati. É considerado o principal templo nepalês de Shiva, deus do hinduísmo. De tão poluído, o rio é escuro. Mulheres pobres lavavam roupa em suas águas, cinquenta metros abaixo do lugar onde se cremavam mortos. No templo propriamente dito, não pudemos entrar: o ingresso é restrito a hinduístas. No parque, circulam muitos sadhus, ou "homens santos", ascetas do hinduísmo que renunciaram à vida em sociedade para seguirem seu caminho espiritual. Como em qualquer outra fé, também aí existem diversos graus de autenticidade e de sanidade. Ouvimos que há sadhus que se oferecem, pela módica importância de cinquenta dólares, a amarrar uma pedra pesada no seu pênis (no dele, bem entendido!) e deixá-la dependurada para ser fotografado na pose. Não me interessei: tinha melhor destino para meus parcos dólares, e suponho que eles tenham mais o que fazer com seus indiscretos pertences.


Visitamos Bodhnath, lugar sagrado do budismo. Existe ali uma praça fechada, que tem no centro uma enorme estupa, monumento religioso de forma redonda, encimado por uma grande cúpula. Simboliza o espírito iluminado e é vista como indicação do caminho para a pessoa chegar a tal estágio. Uma prática recomendada é caminharem volta da estupa;  enquanto estivemos lá, várias pessoas faziam isso. Dizem que favorece a meditação; no mínimo, serve de exercício aeróbico. Com 36m de altura, a estupa de Bodnath é uma das maiores do mundo. O lugar se situa na antiga rota de mercadores tibetanos que vinham ao Nepal. Antes de entrar em Katmandu, eles paravam na estupa para rezar. Há cinquenta anos, ao deixarem o Tibet, muitos refugiados se estabeleceram por ali, inclusive em mosteiros que surgiram, e Bodnath passou a ser o bairro budista de Katmandu. Ao sairmos, olhei para a janela de um prédio vizinho e li o letreiro com que uma empresa anunciava seus serviços: "Buda Express"; tive a impressão de que se tratava de uma contradição nos próprios termos.

Fomos também ao mosteiro de Kopan, no alto de uma colina fora da cidade, com belíssima vista para o vale. Introduziram-nos a uma sala, e logo chegou, sorridente, a monja que conversaria conosco. Não tinha feições orientais: era branca, rosadinha, rechonchuda, de olhos bem azuis. Alguém lhe perguntou como se chamava, e escutei-a responder "Uaiuai". Não era mineira, e sim australiana, e o nome se escreve "Wywy". Sentamo-nos no chão, sobre almofadas; e lá fiquei, de pernas cruzadas como um Buda, até que me cansei e procurei modos mais jeitosos de acomodar as juntas. A monja falava baixinho, em inglês, e o guia  ia traduzindo. Ela começou mostrando um vidro que trazia e disse que ali dentro estava uma taturana que apanhara no seu quarto, naquela manhã. E passou a discorrer sobre a importância de preservarmos todas as formas de vida, mesmo insetos e outros pequenos animais. O mosquito da dengue penhorado agradece. Demos byebye a Wywy, e alguns companheiros de viagem aproveitaram para ir dar voltas na estupa, de modo a obter maior refinamento espiritual. As dependências do mosteiro são amplas. Há acomodações para hóspedes que queiram passar uns dias tomando lições de budismo, meditando, dando voltas na estupa, contemplando as paisagens e fazendo cafuné em taturanas. Um quadro de avisos deixa claras algumas normas a serem obedecidas elo hóspede: não matar, não roubar, não mentir, abster-se de sexo e também de álcool e drogas (inclusive tabaco), não usar roupas transparentes nem muito curtas. Que ninguém reclame que eu não avisei!”    Bôa Nova amdg


(JA, Abr15)

quarta-feira, 29 de abril de 2015

O que aprendi no Coração da Vida - Jetsunma Tenzin Palmo

Jetsunma Tenzin Palmo foi educada em Londres, tornando-se budista durante a adolescência. Em 1964 , aos 20 anos de idade, decidiu ir para a Índia para prosseguir seu caminho espiritual.
Lá encontrou seu Guru, Sua Eminência Oitavo Khantrul Rinpoche, um grande Lama da Linhagem Drukpa, e tornou-se uma das primeiras mulheres Ocidentais a ser ordenada monja no Budismo Tibetano.
Em fevereiro de 2008, Sua Santidade Gyalwang Drukpa, o líder espiritual e autoridade máxima da Linhagem Drukpa , concedeu a Tenzin Palmo o raro título de Jetsunma, que significa “Venerável Mestra”, em reconhecimento de suas realizações espirituais como monja e de seus esforços em promover o status das praticantes femininas no Budismo Tibetano


Veja o que ela aprendeu no coração da vida!


sábado, 25 de abril de 2015

50 Mais CBN - Abraçar bandeiras ajuda no rejuvenescimento

Segundo a jornalista Cora Rónai, objetivos dão prazer à vida.
Para ela, pessoas só não devem pensar que já viveram tudo que podiam.



sexta-feira, 24 de abril de 2015

Peixes Frescos


Os japoneses sempre adoraram peixe fresco. Porém, as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas. Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a pescar mais longe do que nunca. Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar. Se a viagem de volta levasse mais do que alguns dias, o peixe já não era mais fresco. E os japoneses não gostaram do gosto destes peixes. Para resolver este problema as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos. Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais longe e ficassem em alto mar por muito mais tempo.
Entretanto, os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado, e é claro, eles não gostaram do peixe congelado. Entretanto, o peixe congelado tornou os preços mais baixos. Então as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e colocar os peixes, sardinha apor exemplo,  ainda vivos nos tanques.
Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam cansados e abatidos, porém, vivos. Infelizmente, os japoneses ainda podiam notar a diferença do gosto.  Por não se mexerem por dias, os peixes perdiam o gosto de frescor. Os japoneses preferiam o gosto de peixe fresco, e não o gosto de peixe apático.
Então, como os japoneses resolveram este problema? Como eles conseguiram trazer ao  Japão peixes com gosto de puro frescor? 
Se você estivesse dando consultoria para a empresa de pesca, o que você recomendaria?

Quando as pessoas atingem seus objetivos, tais como, quando encontram um namorado maravilhoso, começam com sucesso numa empresa nova, pagam todas suas dívidas, ou o que quer que seja, elas podem perder as suas paixões.  Elas podem começar a pensar que não precisam mais trabalhar tanto, então relaxam. Elas passam pelo mesmo problema que os ganhadores de loteria que gastam todo seu dinheiro, o mesmo problema de herdeiros que nunca crescem, e de donas de casa entediadas, que ficam dependentes de remédios tarja preta. Para esses problemas, inclusive no caso dos peixes dos japoneses, a solução é bem simples. L. Ron Hubbard observou no começo dos anos 50. "O homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiador".
Quanto mais inteligente, persistente e competitivo você é, mais você gosta de um bom problema. Se seus desafios estão de um tamanho correto e você consegue, passo a passo, conquistar esses desafios, você fica muito feliz. Você pensa em seus desafios e se sente com mais energia. Você fica excitado em tentar novas soluções. Você se diverte. Você fica vivo!
Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de tanques. Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega "muito vivo".

Os peixes são desafiados. Portanto, ao invés de evitar desafios, pule dentro deles. Massacre-os. Curta o jogo. Se seus desafios são muito grandes e numerosos, não desista. Se reorganize! Busque mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda.
Se você alcançou seus objetivos, coloque objetivos maiores. Uma vez que suas necessidades pessoais ou familiares forem atingidas, vá de encontro aos objetivos do seu grupo, da sociedade e até mesmo da humanidade. Crie seu sucesso pessoal e não se acomode nele.
Você tem recursos, habilidades e destrezas para fazer diferença.
"Então, ponha um tubarão no seu tanque e veja quão longe você realmente pode chegar."

autor desconhecido


(JA, Abr15)

sábado, 18 de abril de 2015

terça-feira, 14 de abril de 2015

Seu cérebro é capaz de revelar o negativo de uma foto

Você vai se surpreender.
Seu cérebro realmente "revela" esse negativo.
Veja as instruções abaixo:
  • Fixe seu olhar no ponto vermelho no nariz da garota por 30 segundos.
  • Vire seus olhos para uma superfície plana, o teto ou uma parede vazia.
  • Pisque os olhos várias vezes rapidamente ao mesmo tempo em que olha para o teto ou parede...
Não é incrível?


segunda-feira, 13 de abril de 2015

"Grace and Frankie", nova comédia do Netflix

primeira temporada tem treze episódios produzidos pela Skydance Productions.

No dia 8 de maio o site de streaming Netflix libera a primeira temporada de Grace and Frankie, série criada por Marta Kauffman(Friends) e Howard J. Morris (Home Improvement).
Na história, quando os maridos de Grace (Jane Fonda, de The Newsroom) e de Frankie (Lily Tomlin, de Murphy Brown) anunciam que estão apaixonados um pelo outro e pretendem se casar, suas respectivas esposas se tornam amigas, buscando uma na outra o apoio emocional de que precisam para lidar com esta situação.
O ex de Frankie é Sol (Sam Waterston, deLei & Ordem, The Newsroom) um advogado que trabalha ao lado de Robert (Martin Sheen, de The West Wing), o ex de Grace. Há vinte anos os dois vêm mantendo um caso em segredo. Agora que é permitido o casamento entre pessoas do mesmo sexo, eles assumem a homossexualidade e planejam legalizar a união.
No elenco também estão Brooklyn Decker, Ethan Embry, June Diane Raphael eBaron Vaughn, entre outros.





Confira o trailer:



sábado, 11 de abril de 2015

50 Mais CBN - Pele saudável, corpo fortalecido

Aos 50, com perda da elasticidade e ressecamento, pele exige cuidado especial com a hidratação, como explica a dermatologista Leandra Metsavaht.






sábado, 4 de abril de 2015

50 Mais CBN - Sem o esquecimento, viveríamos em curto-circuito

Tânia Guerreiro, criadora e diretora da Oficina da Memória e especialista em geriatria e gerontologia, fala sobre como garantir uma memória afiada depois dos 50 anos.


domingo, 29 de março de 2015

Alzheimer - novo remédio ajuda a barrar sua progressão.

(Thinkstock/VEJA)
O aducanumab foi testado em um pequeno estudo clínico com 166 pacientes em estágio inicial da doença. O Alzheimer é causado pelo depósito de placas de proteínas beta-amiloides e tau no cérebro.

Um novo medicamento para Alzheimer apresentou benefícios para pacientes em estágio inicial da doença. O aducanumab foi testado em um pequeno estudo clínico com 166 pacientes, e os resultados foram apresentados na sexta-feira, na Conferência Internacional de Doença de Alzheimer e Parkinson e Doenças Neurológicas Relacionadas, na França.
Forma mais comum de demência senil, o Alzheimer é causado pelo depósito de placas de proteínas beta-amiloides e tau no cérebro e não tem cura. De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), a doença afeta 35,6 milhões de pessoas no mundo, das quais 1,2 milhão no Brasil. Com o aumento da longevidade, o número de pacientes deve dobrar até 2030 e triplicar até 2050. Nos Estados Unidos, já é a sexta maior causa de morte na população.
Os participantes do estudo foram divididos em cinco grupos. Quatro receberam doses diferentes do remédio e um quinto tomou placebo. O tratamento diminuiu as placas de proteína beta-amiloide no cérebro dos pacientes. O efeito foi mais intenso quanto maior a dose que os pacientes receberam.
A farmacêutica Biogen Idec, responsável pelo desenvolvimento do produto, vai começar o estudo clínico de fase III, mais amplo, ainda este ano. George Scangos, diretor da empresa, disse em entrevista que os participantes do estudo foram selecionados cautelosamente, para excluir outras formas de demência diagnosticadas erroneamente como Alzheimer.
Resultado - Pacientes que receberam 3, 6 ou 10 miligramas do remédio por quilograma de peso mostraram uma redução nas placas com 26 semanas de tratamento. A queda foi ainda mais acentuada nos pacientes com doses de 3 e 10 miligramas depois de 54 semanas. Os dados sobre o grupo de 6 miligramas com 54 semanas não foram obtidos, porque esses voluntários começaram o tratamento mais tarde. O quarto grupo, medicado com 1 miligrama, não apresentou melhoras.
O estudo também usou testes cognitivos para avaliar o desempenho da droga. Em um deles, o desempenho dos pacientes do grupo de controle caiu 3,14 pontos depois de um ano, enquanto os pacientes tratados com 3 miligramas do medicamento apresentaram um declínio de 0,75 ponto e os com 10 miligramas, 0,58 ponto.

sábado, 28 de março de 2015

50 Mais CBN - plasticidade do cérebro

'É possível sempre evoluir, eu acredito na plasticidade do cérebro'
O jornalista e escritor Fernando Gabeira, de 74 anos, fala sobre a experiência de envelhecer em plena atividade.



sexta-feira, 27 de março de 2015

Pilates



Pilates é um método de condicionamento físico, inventado e desenvolvido por Joseph Hubertus Pilates.
Ele nasceu no ano de 1880, em Düsseldorf, Alemanha. Desde criança sofria de asma, raquitismo e febre reumática. Sua determinação para superar sua deficiência física o levou a estudar várias formas de movimento, incluindo ioga, zen, artes marciais, técnicas gregas e romanas. Em 1912, Pilates mudou-se para a Inglaterra, onde se tornou boxeador. Neste período, começava a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Ele e outros alemães ficaram presos por um ano no campo de Concentração de Lancaster. Nesse período, ele desenvolveu uma serie de exercícios, com a finalidade de se manter saudável. Utilizou camas e outros artefatos para construir os aparelhos, que hoje são encontrados nos estúdios de Pilates.
Ainda na prisão, trabalhou como enfermeiro voluntário, cuidando de pessoas incapacitadas e enfermas por conta da guerra. Após a guerra, retornou à Alemanha para dar continuidade ao seu trabalho. Iniciou o treinamento da polícia na cidade de Flamberg. Em 1925, Pilates foi professor de um importante membro do governo, que o convidou para treinar o novo exército alemão. Após isso, decidiu partir para os Estados Unidos, onde pôs efetivamente em prática seu Método revolucionário de condicionamento físico e de equilíbrio entre corpo e mente denominado Contrologia. Fundou seu estúdio em Nova Iorque, que funciona até os dias atuais. Pilates estava 50 anos a frente de seu tempo. Sua definição para o condicionamento físico ideal é: obtenção e a manutenção do desenvolvimento uniforme do corpo, saúde mental e ser capaz de executar com facilidade, naturalidade e espontaneidade nossas várias tarefas diárias. 

Joseph Hubertus Pilates  morreu no ano de 1967, aos 83 anos, após inalar muita fumaça, ao tentar salvar seu estúdio de um incêndio . Não deixou herdeiros. Sua esposa Clara Pilates, assumiu então a direção do estúdio, dando continuidade ao trabalho de seu marido. Pilates deixou inúmeros discípulos que abriram seus próprios estúdios em várias partes dos EUA e ajudaram a disseminar seus ensinamentos em todo o mundo.

O Método Pilates é um programa de exercícios que trabalha corpo e mente ao mesmo tempo, mantendo os dois no mais perfeito equilíbrio sendo uma educação corporal completa, onde se trabalha o corpo como um todo, desde a musculatura mais profunda até a mais periférica, envolvendo força, flexibilidade, e respiração. Todos os movimentos são precisos e coordenados, não há impacto, movimentos rápidos ou violentos. O número de repetições é baixo, afim de que não se chegue a exaustão. Os exercícios acompanham o ritmo respiratório e trabalham, durante o movimento, o maior número possível de grupos musculares.

O Método pode ser praticado pelos mais variados grupos de pessoas, de todas as idades,  como método preventivo ou de reabilitação, pois possui um grande repertório de exercícios que podem ser adaptados ou modificados para todos os tipos de condicionamento físico, necessidades e objetivos, incluindo especificamente reabilitação de problemas em coluna.
Sua prática proporciona:  
  • Melhora da postura e mobilidade articular
  • Alivio de tensões causadas pelo estresse
  • Harmonia entre força e flexibilidade prevenindo lesões e dores
  • Melhora/ Desenvolve consciência (controle) corporal
  • Melhora do Equilíbrio e coordenação motora
  • Melhora da vitalidade/ percepção física e mental
  • Tonifica e alonga os músculos
  • Delineia corpo e silhueta Estimula a circulação
  • Fortalece a aumenta flexibilidade da coluna
  • Fortalece musculatura abdominal
  • Previne osteoporose 

Fonte: http://www.dalilasaude.com.br/pilates1.htm



    A busca da superação implica em:
  • Perseverança
  • Confiança
  • Trabalho
     A consciência do que está errado é fundamental para promoção da correção
   


(JA, Mar15)

quinta-feira, 26 de março de 2015

Viva a minissaia!


HISTÓRIA. A minissaia foi popularizada por uma costureira inglesa, Mary Quant. Mary era a proprietária de uma boutique em Londres chamada Bazar, era conhecida por seus projetos inovadores, e por estar entre os principais catalisadores na exposição internacional do movimento moda elegante. Mary tinha capacidade para sentir o pulso das ruas e buscou inspiração para seus projetos em jovens descolados. Os anos 60 foram uma época de revolução em filosofia, religião, política e moda. Foi durante esta época que as pessoas desafiaram o status quo, questionaram a validade das tradições e das restrições sociais. Foi durante este tempo que meninas jovens começaram a experimentar saias ligeiramente mais curtas. Como o comprimento das saias gradualmente foi sendo reduzido, este estilo levou ao o que conhecemos como a evolução da tendência da saia mini/micro.
MODA. Bainhas mais curtas gradualmente foram transformadas no que nós conhecemos como mini. Em 1965, jovens em Londres estavam começando a usar seus vestidos mais curtos do que nunca. Assumindo a sugestão deles, Quant começou a fabricação de saias escandalosamente curtas para a época. Uma vez que as meninas de Londres abraçaram esta tendência. Foi apenas uma questão de tempo até expandir-se internacionalmente.
Das ruas para as passarelas, a minissaia encontrou relevância no armário de qualquer fashionista. O estilo transcendeu a idade, raça, estilos e culturas. Em sua forma mais pura, a mini personifica a crença de que a mudança pode começar a partir de uma ideia...
"Quando olho para trás para as roupas que projetei, sinto claramente que elas carregavam um grande alto astral, celebraram a juventude e a vida, e a oportunidade. Elas tinham um chamado de qualidade do tipo: 'Olha para mim'. E, além disso, sinalizavam: ' A vida é ótima! '" (M. Q.)


(JA, Mar15)

quarta-feira, 25 de março de 2015

Alerta da ABRAz para a Doença de Alzheimer

No drama "Para Sempre Alice", que deu o Oscar de Melhor Atriz para Julianne Moore, a protagonista descobre que tem a Doença de Alzheimer. O vídeo produzido pela ABRAz - Associação Brasileira de Alzheimer faz um alerta sobre a doença, com narração do ator Carlos Moreno, voluntário da instituição. E você, já viu o filme? 

terça-feira, 24 de março de 2015

Alimentos que fazem bem para a tireoide

15% da população acima de 45 anos sofre de problemas na tireoide.
Saiba como melhorar o funcionamento da tireoide

flickr - mauro cateb - destaque
Creative Commons/Flickr Mauro Cateb
A glândula tireoide é fundamental para liberar hormônios que garantem o funcionamento de todo o organismo. Quando algo não vai bem com ela, ou seja, quando há hipotireoidismo (produção insuficiente de hormônios) ou hipertireoidismo (produção exagerada de hormônios), desde a pele até o coração podem ser afetados.
Por isso, após os 45 anos, é preciso apostar em uma alimentação que auxilie no funcionamento da tireoide. Veja a seguir 7 alimentos que fazem bem para a tireoide, abuse deles!
Algas marinhas
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São fonte riquíssima de iodo e ainda oferecem uma quantidade considerável de selênio, nutrientes fundamentais para a produção de hormônios pela tireoide. Mas não exagere no consumo, como o sal já é rico em iodo, a ingestão reforçada desse alimento deve ser feita apenas por quem apresenta deficiência desse elemento. O excesso de iodo pode levar ao hipotireoidismo, que é a baixa produção de hormônios pela tireoide. A quantidade ideal recomendada para um adulto saudável é de 150 microgramas por dia.
Castanha-do-pará
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Rica em selênio e ômega-3 a castanha-do-pará fornece nutrientes que servem de matéria-prima para a produção de hormônios pela tireoide. O ideal é consumir uma ou duas castanhas por dia.
Quinua
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Por ser uma ótima fonte de proteínas vegetais, a quinua é muitas vezes comparada à soja. O alimento é rico em cálcio, ferro, fibras, magnésio, potássio e zinco. Quando o assunto é tireoide, entretanto, quem ganha destaque mesmo é o selênio. A quantidade recomendada de ingestão de quinua é de duas colheres por semana, que podem ser adicionadas à salada, ao risoto ou, no caso da versão em flocos, a frutas e shakes.
Óleo de peixe
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Assim como as algas marinhas, o óleo de peixe também é rico em iodo. Só fique atento para escolher as opções certas: salmão, sardinha e atum. O nutriente também pode ser encontrado em opções vegetais, como a chia e a linhaça. O consumo recomendado é de 120 g de peixe três vezes por semana ou duas cápsulas de 1.000 mg para suplementação por dia.
Leite e derivados
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Cálcio, vitamina D, vitamina A e iodo são os principais nutrientes presentes no leite. Estes dois últimos são alguns dos principais responsáveis pelo bom funcionamento da tireoide. A quantidade diária recomendada é de três porções, podendo ser um copo de leite no período da manhã, um iogurte à tarde e duas fatias de queijo branco no fim do dia.
Carne vermelha
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A carne vermelha é fonte de zinco e selênio, importantes para a produção hormonal, afirma a especialista Daniela. Entretanto também pode se tornar uma vilã da saúde, uma vez que contém quantias consideráveis de gordura saturada, prejudicial ao organismo quando em excesso. Por isso, limite o consumo desse alimento a três bifes médios por semana.
Laranja
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Rica em carotenoides e vitamina C, a laranja pode auxiliar no bom funcionamento da tireoide. A quantidade diária recomendada, entretanto, é pequena: uma laranja por dia. Como a fruta é altamente calórica, a ingestão deve ser controlada, lembrando que um suco contém pelo menos três unidades de laranja.
Adaptado: Minha vida

segunda-feira, 23 de março de 2015

Cuidar dos cabelos grisalhos

Ter cabelos brancos não é motivo de preocupação ou tristeza, pelo contrário, se souber cuidar bem dos fios, eles podem acrescentar um charme a mais no seu visual. Aprenda a cuidar dos fios grisalhos com dicas simples.

grisalhos
Quando os fios brancos começam a surgir, as pessoas ficam desesperadas e deprimidas. Para a grande maioria, ter cabelos brancos é sinônimo de velhice; porém, não se deve pensar desta forma. O aparecimento dos fios grisalhos está fortemente ligado a fatores genéticos.
É claro que, com o passar do tempo, o surgimento da cabeleira branca será inevitável. Assim como todo o resto do nosso corpo, as células dos fios envelhecem e deixam de produzir uma proteína chamada melanina, que é responsável pela cor dos cabelos. Esta proteína produz a pigmentação dos fios e também dá cor à pele. Esse processo pode ser desencadeado de várias formas, sendo a velhice o fator mais comum. Contudo, a questão genética do indivíduo é muito importante. É comum vermos pessoas que se queixam de fios grisalhos precoces.
Num processo natural, é normal que os cabelos brancos apareçam após a idade de 35 anos. Ainda assim, existem muitos casos em que os fios começam a perder a cor entre 12 e 13 anos de idade. Mas isso não significa que a pessoa está envelhecendo precocemente e irá morrer mais cedo. É apenas a questão genética se manifestando.
Quanto à associação entre problemas de ordem psicológica e fios grisalhos, existem muitas controvérsias, ainda. Muitos afirmam ter observado o surgimento dos fios brancos justamente numa determinada época, em que se passou por um tremendo stress. Coincidências ou não, especialistas afirmam que os cabelos brancos nada têm a ver com fatores externos ao indivíduo.
Devido à falta da proteína melanina nos fios, estes ficam opacos e bastante ressecados. Também pode acontecer de alguns não ficarem totalmente brancos e, sim, amarelados. É importante, portanto, que você tome alguns cuidados para que a aparência dos cabelos fique melhor.
Retirada dos fios: muitas pessoas arrancam os fios brancos, na ilusão de estarem eliminando-os. Isso é puro mito. Se você arrancar o fio branco, nascerá outro ainda mais espesso em seu lugar.
Descoloração: se você não quer assumir os cabelos grisalhos e também não quer usar tonalizantes, uma boa saída é descolorir os fios, fazendo as chamadas luzes. Isso irá disfarçar bem os indesejáveis grisalhos.
Tonalizantes: é importante que você saiba que os tonalizantes, em geral, não cobrem totalmente os fios. Sua reaplicação deve ser feita periodicamente, pois os fios não “pegam” muito bem a cor e acabam ficando em tom diferente do resto da cabeça. Mesmo assim, dá para usá-los e eles quebram um bom galho, no caso de uma emergência.
Xampus: se os fios estão amarelados, use diariamente xampus desamareladores, que ajudam a retirar esta coloração dos fios, deixando-os mais branquinhos. É importante, também, que você use um xampu de limpeza profunda, ao menos uma vez por semana. Se os fios estão brancos e espalhados por toda a cabeça, de forma espaçada, existem xampus do tipo “silver”, que deixam os fios prateados, aos poucos. Isso irá ajudar a disfarçá-los.
Hidratação: esse é o cuidado mais importante que se deve ter. Conforme dito acima, os cabelos grisalhos ficam bastante ressecados. É indispensável que você faça uma boa hidratação nos fios, a cada 15 dias. É recomendável, também, o uso de xampu para cabelos secos, contribuindo ainda mais com a hidratação.
De modo geral, os fios brancos devem ser tratados de forma semelhante aos fios normais. Basta que se usem os xampus adequados aos cabelos grisalhos e que se faça a hidratação constantemente.
Fonte: Mundo das Tribos

domingo, 22 de março de 2015

O toque físico na Terceira Idade

O toque de carinho, de apoio nos movimentos e os abraços espontâneos estimulam o funcionamento neurológico, melhoram a circulação sanguínea e aumentam a autoestima.

toque
Desde pequenos, necessitamos muito do toque físico, do contato dos entes queridos, do carinho aconchegante. Isso não só fortalece nossos vínculos emocionais, como define nossa identidade. Através dos diferentes toques (suave, forte, intenso, etc.), vamos aprendendo como nos relacionar com as pessoas, vamos obtendo noção de limites e, principalmente, vamos aprendendo a amar.
Com o idoso não é diferente, pois, enquanto os filhos e netos estão atarefados com suas correrias diárias, às vezes, ele está com pouca ocupação passando grande parte do dia sozinho. Então, o toque de carinho, de apoio nos movimentos, os abraços espontâneos, são fundamentais para estimular o funcionamento neurológico, melhorar a circulação sanguínea e aumentar a autoestima do idoso.
Valem massagens com óleos e cremes aromáticos, cafunés nos cabelos macios, movimentos circulares no rosto, pequenos alongamentos nos dedos das mãos, assistir televisão de mãos dadas, e tudo que nossa imaginação inventar. A própria pessoa pode – e deve – estimular sua pele, estabelecendo um contato gostoso, conversando com seu corpo.
Com a idade, a pele vai ficando mais fina e às vezes ressecada. Então é fundamental delicadeza ao tocar o idoso, sempre respeitando o ritmo do outro. Também é muito importante a pessoa que convive ou cuida de idosos aprender a se colocar no lugar dessa pessoa e tentar funcionar como ela. Por exemplo: idosos com dificuldade de locomoção são muito beneficiados quando o cuidador ou parente mostram no próprio corpo da pessoa qual movimento desejam que ela execute. Essa informação corporal, vivencial, é mais eficiente que a intelectual.
Nosso corpo guarda através da pele – o maior órgão humano – todas as informações sensoriais que vivemos e, por isso, concentra várias emoções e sentimentos. Se tivemos desde a infância, e ao longo das diferentes fases de desenvolvimento, toques agradáveis, afetuosos, divertidos, construímos uma identidade equilibrada e socialmente empática.
Mas, se ao contrário, fomos mal tratados, beliscados ou castigados, ou, ainda, se fomos criados sem carinho físico, as memórias sensoriais serão desagradáveis e/ou ambíguas. Portanto, é fundamental conquistarmos a confiança dessa pessoa antes de tocá-la para acima de tudo, respeitá-la.
O contato físico nos inclui num grupo, fortalece as conexões emocionais, nos dá mais segurança. Vamos lembrar-nos desse importante ingrediente da saúde emocional de todos nós!
Por  Elizabeth Ventura – Psicóloga com especialização em Psicosíntese, terapeuta individual e de grupo, coordenadora do projeto ‘Permitir-se’, formação holística de base (Unipaz)
Fonte: Portal da Terceira Idade