segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Robert Waldinger - O que torna uma vida boa?

Lições do mais longo estudo sobre a felicidade


 


O que nos mantém felizes e saudáveis à medida que a nossa vida decorre? Se pensam que é a fama e o dinheiro, não estão sozinhos — mas, segundo o psiquiatra Robert Waldinger, estão enganados. Enquanto diretor do estudo de 75 anos sobre o desenvolvimento adulto, Waldinger tem acesso sem precedentes a dados sobre a verdadeira felicidade e satisfação. Nesta palestra, descreve três importantes lições aprendidas com esse estudo, assim como a sabedoria prática, velha como a Sé de Braga, sobre como construir uma vida longa e preenchida.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Itaú - Feliz 2016

Essa mensagem é para quem gosta de estar sempre ao lado dos amigos e da família, dentro ou fora da internet.





É lindo ver o mundo se tornar digital.
Mas todos nós precisamos vigiar pra que ele nunca deixe de ser humano e pessoal.

Afinal, fomos nós que criamos a tecnologia para servir a raça humana.
A internet que nós criamos veio para melhorar e mudar muitas coisas,
mas tem coisas que ela não pode e não deve mudar.

Amigos não podem ser feitos só pela internet, 
nem amizades, nem laços de família mantidos por e-mails e mensagens curtas.
Não é o GPS que vai guiar a sua vida.
Nem é papel do Waze ensinar seu filho qual é o melhor caminho a tomar na hora da tormenta.
Afinal, não é o wi-fi que mantém a nossa conexão com aquelas coisas inexplicáveis e divinas 
que só a raça humana tem a senha.

Por isso, lembre-se: é fim de ano.
Feche os olhos, olhe para dentro e faça um download só de coisas boas.

Que aí você vai ver que, de todos os aplicativos que nós fomos capazes de criar, nenhum é melhor que o aplicativo que você tem dentro de você chamado coração.

Itaú. Digital, mas pessoalmente feito pra você.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

O Natal é você (Papa Francisco)


O Natal costuma ser sempre uma ruidosa festa; entretanto se faz necessário o silêncio, para que se consiga ouvir a voz do Amor.
Natal é você, quando se dispõe, todos os dias, a renascer e deixar que Deus penetre em sua alma.
O pinheiro de Natal é você, quando com sua força, resiste aos ventos e dificuldades da vida.
Você é a decoração de Natal, quando suas virtudes são cores que enfeitam sua vida.
Você é o sino de Natal, quando chama, congrega, reúne.
A luz de Natal é você quando com uma vida de bondade, paciência, alegria e generosidade consegue ser luz a iluminar o caminho dos outros.
Você é o anjo do Natal quando consegue entoar e cantar sua mensagem de paz, justiça e de amor.
A estrela-guia do Natal é você, quando consegue levar alguém, ao encontro do Senhor.
Você será os Reis Magos quando conseguir dar, de presente, o melhor de si, indistintamente a todos.
A música de Natal é você, quando consegue também sua harmonia interior.
O presente de Natal é você, quando consegue comportar-se como verdadeiro amigo e irmão de qualquer ser humano.
O cartão de Natal é você, quando a bondade está escrita no gesto de amor, de suas mãos.
Você será os “votos de Feliz Natal” quando perdoar, restabelecendo de novo, a paz, mesmo a custo de seu próprio sacrifício.
A ceia de Natal é você, quando sacia de pão e esperança, qualquer carente ao seu lado.
Você é a noite de Natal quando consciente, humilde, longe de ruídos e de grandes celebrações, em silêncio recebe o Salvador do Mundo.
Um muito Feliz Natal a todos que procuram assemelhar-se com esse Natal.

Papa Francisco

domingo, 20 de dezembro de 2015

Carregando as Baterias

Trata-se de uma belíssima animação da Malásia, que conta a comovente história de uma idosa que vive sozinha em sua casa, até a chegada de uma encomenda curiosa: um pequeno robô para ser seu amigo eletrônico. 
Um vídeo para refletir não apenas sobre o poder da amizade, mas da simbologia universal da bateria como representação desta força vital, da energia que nos mantém vivos, nos faz movermo-nos, viver e renovar a esperança na vida, no trabalho, na amizade, no amor e tudo mais... 
Impossível não pensar na vida atual, em que solitários se relacionam cada vez mais com pessoas virtuais, via redes sociais. Que muitos perfis falsos nas redes sociais são inclusive robôs que servem para disseminar propagandas ou vírus. Que muitos agem como autômatos diante de um fone celular, um tablet, notebook, quando conectados ao mundo digital. 
O mais comovente na história é esta sutil ironia de a máquina ter a consciência de que todos somos alimentados por baterias, e quando a dele acaba, a sua amiga idosa sempre troca a gasta por uma nova, permitindo que ele viva eternamente. Entretanto, quando a situação se inverte, é tocante ver uma máquina colocando suas pilhas novas e usadas no bolso da idosa, tentando reanimá-la. Um pequeno robô que age como uma ingênua criança descobrindo os mistérios da vida. 
Quantas pessoas hoje em dia têm como melhores amigos seus equipamentos eletrônicos? Quantos vivem como robôs, de forma mecânica? Quantos humanizam suas máquinas, através das trocas - não de bateria, mas - de experiências de vida em rede? 
Há que se pensar na educação mecanizada, quando esta é calcada apenas na distribuição de equipamentos eletrônicos - babás digitais - para substituir o papel social do educador, seja pai ou professor. 
Até prova em contrário, as máquinas não têm alma, mas necessitam da troca ou recarga de baterias para sobreviver. As pessoas, que possuem alma, necessitam da troca de energia e também de experiências com outras pessoas para um melhor viver. 
Um belo vídeo para refletir sobre o valor da amizade, das pessoas, das máquinas, da vida, da educação e muito mais.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Marilia Pera canta Roberto Carlos (120... 150... 200 Km por Hora)

Marília Pêra fez uma versão para 120… 150… 200 Km por Hora que ficou pra história. Quando Roberto Carlos canta parece uma briga de amantes, uma pequena fossa. Marília Pêra fez expressar um tratado da vida moderna. A sua experiência cênica foi posta a serviço da música de forma sublime e magistral, com uma voz linda, uma expressão no vazio que a música alerta. Ao final, uma saída de palco na mesma intensidade e compasso que a música transmite: o contraponto dos 200 Km/h com a inércia e vazio que a vida moderna pode proporcionar.



LETRA

As coisas estão passando mais depressa
O ponteiro marca 120
O tempo diminui
As árvores passam como vultos
A vida passa
O tempo passa
Estou a 130 as imagens se confundem
Estou fugindo de mim mesmo
Fugindo do Passado
Do meu mundo assombrado de tristeza de incerteza
Estou a 140
Fugindo de você


Eu vou
Voando pela vida
Sem querer chegar
Nada vai mudar meu rumo
Nem me fazer voltar
Vivo fugindo
Sem destino algum
Sigo caminhos que me levam
A lugar nenhum


O ponteiro marca 150
Tudo passa ainda mais depressa
O amor, a felicidade
O vento afasta uma lágrima
Que começca a rolar no meu rosto
Estou a 160
Vou acender os faróis
Já é noite
Agora são as luzes que passam por mim
Sinto um vazio imenso
Estou só na escuridão
A 180
Estou fugindo de você


Eu vou
Sem saber pra onde
Nem quando vou parar
Não, não deixo marcas no caminho
Pra não saber voltar
Às vezes, sinto que o mundo
Se esqueceu de mim
Não, não sei por quanto tempo ainda
Eu vou viver assim


O ponteiro agora marca 190
Por um momento tive a sensação
De Ter você ao meu lado
O banco está vazio
Estou só
A 200 por hora
Vou para de pensar em você
Pra prestar atenção na estrada


Vou sem saber pra onde
Nem quando vou parar
Não, não deixo marcas no caminho pra não saber voltar
Às vezes
Às vezes sinto que o mundo
Se esqueceu de mim
Não, não sei por quanto tempo ainda
Eu vou viver assim


Eu vou voando pela vida
Sem querer chegar
Nada, nada vai mudar meu rumo

Nem me fazer voltar

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Entrevista com Francine - FRANÇA - #HUMAN

Francine Christophe
Uma mulher de 83 anos de idade, sentou-se na frente de uma câmera para contar uma história de milhões de lágrimas. Francine Christophe de origem francesa foi colocada em um campo de concentração, na Alemanha, com oito anos de idade, com uma grande estrela amarela sobre o peito que significava que ela é judia. Sua mãe lhe deu duas barras de chocolate, para serem comidas apenas quando realmente precisasse.
Enquanto Francine e sua mãe estavam no acampamento, havia uma mulher que estava grávida, ela estava tão magra que quando chegou a hora de dar à luz a mãe de Francine perguntou a filha, “Lembra que você tem um pedaço de chocolate?” A mãe, em seguida, passou a explicar que dar à luz no acampamento é difícil, e que a mulher, Helene poderia morrer. Francine deu à mulher seu chocolate, o último pedaço que tinha. Seis meses mais tarde, Francine, sua mãe, Helene e seu bebê foram todos libertados.
A filha de Francine perguntou como as coisas teriam sido se aqueles que saem de campos tivessem terapia e psicólogos para conversar. Isso deu uma idéia a Francine, montar uma palestra sobre o tema que muitos viveram. Durante uma das palestras de Francine uma mulher pede a atenção e algo incrível acontece.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Entrevista com Jane Goodall - FRANÇA - #HUMAN

Jane Goodall é primatóloga, etnóloga e antropóloga.
Ela foi a primeira a observar e relatar que os chimpanzés utilizam ferramentas para se alimentar, transformando profundamente a relação homem-animal. Atualmente, Jane tem por missão essencial alertar a opinião pública dos perigos que nosso planeta corre e de fazer evoluir os comportamentos individuais em direção a uma consciência maior sobre nosso meio ambiente.


Para maiores informações sobre sua ação, visite o Instituto Jane Goodall: http://www.janegoodall.fr.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

"Eu sei, mas não devia" | Marina Colasanti

"Eu sei, mas não devia" de Marina Colasanti
recitado por Antônio Abujamra no Provocações:


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. 

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Casal é exemplo de amor e dedicação ao matrimônio

Qual o segredo para construir uma linda história de amor?
Muitos casais apagam a chama da paixão depois do matrimônio. 
Como se deixassem de lado todo o envolvimento da época do namoro. 
Conheça um casal que segue na contramão dessa realidade, há 70 anos estão juntos e as juras de amor se renovam diariamente.




quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Hábitos diários que podem influenciar a longevidade

Pequenas mudanças na rotina como praticar atividade física, ingerir alimentos frescos e orgânicos, passar mais tempo ao ar livre e realizar atividades em grupo podem ter um grande impacto na qualidade de vida na terceira idade.

Nos países com as maiores expectativas de vida, as pessoas têm o hábito de andar mais a pé, ingerir alimentos frescos, passar mais tempo em atividades em grupo e vivem a vida em um ritmo muito mais lento do que em outras partes do mundo(Thinkstock/VEJA)
Uma pesquisa publicada recentemente no periódico científico Lancet mostrou que, apesar de todos os avanços da ciência, da medicina e da tecnologia, a qualidade de vida do ser humano continua baixa. O novo estudo, que teve duração de 23 anos e foi feito em 188 países, mostrou que enquanto a expectativa de vida aumentou seis anos desde 1990, a saúde e a qualidade de vida estão em declínio.
Isso porque, de acordo com o estudo, a maioria das pessoas que vive nos países com as maiores expectativas de vida está passando esses anos adicionais de vida doente ou hospitalizada. De acordo com os autores, as principais causas que contribuem com o maior grau de perda de saúde são doenças cardiovasculares, infecções respiratórias e problemas psiquiátricos, como depressão. Segundo eles, todas poderiam ser prevenidas com a adoção de um estilo de vida mais saudável.
De acordo com o ranking, Japão, Cingapura, Andorra e Islândia foram alguns dos países classificados com as maiores expectativas de vida. Enquanto os piores ficaram com Reino do Lesoto, Suazilândia, República Centro-Africana e Guiné-Bissau, todos no continente africano.
Entretanto, de acordo com informações do site de notícias americano Fox News, mesmo entre os "top 10" do ranking, apenas dois países - Japão e Itália - tem cidades consideradas "zonas azuis" (tradução livre do inglês "blue zones") por um projeto da National Geographic. As zonas azuis são áreas onde a longevidade, a saúde e a qualidade de vida convergem.
Os resultados fizeram emergir uma série de opiniões sobre porque, apesar de todos os avanços da vida moderna, as qualidades de vida e de saúde continuam baixas. Nos países com as maiores expectativas de vida, ocorre uma maior prática de atividade física, além da ingestão de alimentos frescos e cultivados localmente. As pessoas que vivem nestes locais também têm o hábito de andar a pé quando precisam ir a algum lugar, praticam jardinagem e voluntariado e cuidam de membros da família. A vida é vivida em um ritmo muito mais lento e as conexões familiares e comunitárias são muito mais fortes do que em outras partes do mundo.
Já os lugares com expectativas de vida mais baixas são marcados pela predominância de empregos sedentários, isolamento social, disparidades socioeconômicas, stress crônico, dietas ricas em alimentos processados e de baixo valor nutricional e vida sedentária.
Confira abaixo algumas atitudes fáceis de incorporar no dia a dia e que ajudam a viver mais e melhor.
Case-se
Casar-se, ou simplesmente ter um companheiro ao longo da vida, pode acrescentar anos à vida de uma pessoa. Um estudo feito na Universidade Duke, nos Estados Unidos, com 4 800 pessoas descobriu que adultos solteiros correm um maior risco de morte prematura e, portanto, são menos propensos a chegar à terceira idade do que aqueles que vivem com um companheiro. Na pesquisa, as pessoas que nunca haviam se casado tiveram mais do que o dobro do risco de morrer precocemente do que as que viviam com um parceiro. Essa chance foi 60% maior entre aquelas que já tinham sido casadas alguma vez na vida.
Beba café - com moderação!
Ingerir três xícaras de café todos os dias é suficiente para prolongar a vida de pessoas com mais de 50 anos. Um estudo do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos descobriu que essa quantidade da bebida é capaz de reduzir em 10% o risco de mortalidade em um período de doze anos nesse público. Além disso, outras pesquisas já associaram o café à proteção contra doenças como câncer de pele e derrame. Isso não quer dizer, porém, que as pessoas devam exagerar no café: a mesma pesquisa americana encontrou uma relação entre o excesso de cafeína e um maior risco de câncer entre homens.
Saia do sedentarismo
Muitas pesquisas já comprovaram que exercitar-se é um dos caminhos para viver mais. Um estudo dinamarquês de 2012, por exemplo, concluiu que a corrida leve pode aumentar a longevidade em até seis anos. Já uma pesquisa americana publicada no mesmo ano mostrou que atividades físicas de lazer, como caminhar ou pedalar no parque, é capaz de acrescentar até 4,5 anos na expectativa de vida de alguém. Os prejuízos do sedentarismo, no entanto, não são evitados apenas com os exercícios, mas também com a redução do tempo em que uma passa sentada em frente à televisão ou ao computador. Um estudo feito na Austrália e publicado em 2012 provou que o sedentarismo não só provoca doenças, como encurta a vida. A pesquisa avaliou 200 000 pessoas acima de 45 anos e descobriu que as que permaneciam sentadas por mais tempo tinham duas vezes mais chance de morrer em um período de três anos do que aquelas que ficavam sentadas por menos tempo ao longo do dia.
Inclua peixe no cardápio
Um estudo da Universidade Harvard descobriu que pessoas com mais de 65 anos que desejam ter uma vida mais longa podem começar por incluir peixe no cardápio com maior frequência. O alimento, especialmente tipos como a sardinha, o salmão e o atum, é rico ômega-3, nutriente que já foi associado a benefícios à saúde cardiovascular. A pesquisa americana acompanhou 2 700 pessoas com 65 anos ou mais ao longo de 12 anos e concluiu que aquelas que apresentavam os maiores níveis de ômega-3 no organismo viviam, em média, 2,2 anos a mais do que quem nunca consumia o nutriente. A recomendação dos pesquisadores é o consumo de no mínimo duas porções por semana de peixes ricos em ômega-3.
Adote um estilo de vida saudável
Muitas pessoas podem pensar que uma maior longevidade se conquista com hábitos saudáveis seguidos ao longo da vida toda, mas uma pesquisa feita na Suécia concluiu que adotar um estilo de vida saudável já na velhice também contribui nesse sentido. O estudo analisou, ao longo de 18 anos, a sobrevivência de 1 800 idosos com mais de 75 anos e descobriu que não fumar, não beber em excesso e praticar exercícios pode aumentar em até cinco anos a longevidade, mesmo entre aqueles que têm alguma doença crônica.
Coma mais vegetais e menos carne vermelha
Um dos segredos da longevidade pode estar em seguir uma conhecida recomendação dos médicos: comer pelo menos cinco porções de frutas e vegetais todos os dias. Um estudo sueco publicado em 2013 acompanhou mais de 70 000 adultos durante 13 anos e descobriu que quem segue essa recomendação vive, em média, três anos a mais do que quem nunca consome frutas e vegetais. Além disso, segundo uma pesquisa da universidade americana Loma Linda, o risco de morte dentro de um período de seis anos chega a ser 12% menor entre vegetarianos em comparação com quem come carne. O consumo de carne vermelha por si só já foi associado a uma chance até 20% mais elevada de mortalidade. A conclusão faz parte de trabalho da Universidade Harvard publicado em 2012.
Cultive o apoio social
Uma característica chave das culturas com as maiores expectativas de vida é o amplo suporte social. As várias gerações de uma família vivem e trabalham em estreita proximidade. A maioria das pessoas também está frequentemente envolvida em eventos e reuniões da comunidade em que vivem. Portanto, passar mais tempo com a família, realizar atividades voluntárias, frequentar grupos de apoio ou se engajar em atividades na sua comunidade são formas de melhorar a qualidade de vida e aumentar a longevidade.
Pare de ficar obcecado
Esforce-se para manter o equilíbrio, não a perfeição. Dê ao seu corpo o que ele precisa para funcionar e participe de atividades que alimentem o corpo e a mente. Também passe menos tempo em seu computador, sofá ou smartphone e realize mais atividades ao ar livre.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Síndico


Muito se falou e escreveu sobre o governo FHC. Já a minha gestão como síndico, embora determinada pelas cartas do tarô, tem sido relegada ao esquecimento.
Fui eleito síndico no final de 1994 para um período de pouco mais de um ano a fim de completar o mandato do antecessor, que renunciara dias antes da assembleia convocada para destituí-lo. O sujeito abusara dos desmandos, inclusive demitindo o zelador, que estava ali há alguns anos e era benquisto, principalmente pelas velhinhas − eram várias no prédio. A insurreição dos condôminos lembrava o movimento pelo "impeachment" de Collor, dois anos antes; e igualmente, a renúncia antes que se consumasse a destituição.
Fazia poucos meses que eu morava ali − Odete, sim, era moradora havia mais tempo − e boa parte dos moradores mal me conhecia. É verdade que desde o início eu tentara cultivar a boa vizinhança. Certa vez, descendo no elevador com D. Raquel, idosa senhora do oitavo andar, comentei com ela como o dia estava bonito, ao contrário dos anteriores.
─ Eu não tenho me animado a sair − respondeu −; só mesmo hoje, para me tratar dos calos, é que resolvi ir até o pedófilo.
Mas foi exatamente por ser novo no prédio, e por isso não ter um histórico de desavenças com o tal síndico, que me consideraram um bom nome para sucedê-lo. Já que não tinha passado, poderia ter futuro. Poucas horas antes da assembleia, um casal de moradores me procurou com o convite − quase intimação − para assumir o cargo. Quando falei da minha falta de experiência e pouco conhecimento da vida do prédio, tranquilizaram-me com a promessa, jamais cumprida, de que teria o apoio de uma equipe de condôminos.
Ao saberem da notícia, os amigos estranharam: meu jeito de ser não combina com o perfil imaginado para um síndico de prédio. Eu, porém, fui em frente, confiante no que diziam as cartas do tarô.
O primeiro empreendimento do meu governo foi enfrentar um rato que volta e meia circulava pela garagem, aterrorizando moradoras. Minha primeira ideia foi contratar um gato. Mas acabei por seguir a sugestão de pessoas ajuizadas e chamei uma empresa de desratização. O intruso sumiu para sempre.
Aproveitando o embalo, autorizei a instalação da TV a cabo no prédio. E também mandei trocar o sistema de interfone, que estava funcionando muito mal. Para fortalecer a coesão grupal dos condôminos, mandei afixar na portaria uma foto antiga do prédio − tão antiga que aparecia uma Vemaguete estacionada na frente.
Talvez por acreditar que condomínios devam dar lucro, meu antecessor se dedicava a entesourar recursos, e assim retardava obras e arrochava salários. Entre outras bizarrices, opunha-se a uma troca do corrimão que se fazia necessária por motivo de segurança. Tratava-se de ter um corrimão contínuo, que acompanhasse, sem interrupções, as curvas da parede − o que estava lá tinha interrupções justamente nas curvas. Na sua teimosia, o homem negava os fatos, alegando ser impossível ter um corrimão assim. Como era perfeitamente possível, contratei e mandei instalar. Para mim, foi uma ilustração do que aprendi com o Pe. Ladusãns − "ab esse ad posse valet ilatio" (ou seja, se uma coisa existe, é sinal de que realmente pode existir).
Para essas obras, o dinheiro em caixa foi suficiente, sem se recorrer ao fundo de reserva. E ainda deu para promover um aumento real dos salários dos empregados, embora a mensalidade dos condôminos fosse mantida no mesmo nível. Odete chegou a desconfiar que eu me deixara seduzir pelo clássico populismo latino-americano. Falei a ela:
─ Pois se eu me transformar num Perón, prepare-se para ser a Evita!
Menos mal que ainda estávamos nos anos 90, e ninguém pensaria numa comparação com o casal Kirschner. Ainda mais depois de Pepe Mujica ter comentado: "la vieja es peor que el tuerto".
Mas nem tudo correu bem. Decidida em assembleia, a renovação dos pisos de granilite trouxe enorme transtorno e resultado muito insatisfatório. E a todo dia era preciso lidar com idiossincrasias e implicâncias das pessoas. Certa moradora veio me pedir providências contra um visitante habitual de sua vizinha: o moço aparecia de olhos vermelhos, o que a levava a suspeitar do consumo de drogas. Uma outra, solteirona amarga, andou reclamando que o porteiro, homem casado, teria sido visto na calçada a beijar uma moça. Ao saber da fofoca, ele comentou:
─ Essa mulher está com inveja porque há muito tempo não ganha beijo.
Fui me tornando arredio. No apartamento, deixava de atender ao interfone. Para não me deparar com o rosário de queixas, passei a evitar a portaria: entrava e saía pela garagem. Comecei a pensar em cair na clandestinidade. Então, percebi que era melhor renunciar ao cargo que ocupara por apenas seis meses.
Houve alguma surpresa. D. Frida, vizinha do andar de baixo, veio lamentar:
─ Mas o senhor vai nos deixar? Logo agora, que o condomínio estava ressurgindo das cinzas, como o Gato Félix?
E o porteiro das beijocas:
─ Esses moradores não merecem o senhor!
Na assembleia, foi difícil encontrar quem se dispusesse a ficar com o abacaxi. Odete acabou partindo para o sacrifício e completou os meses de mandato que faltavam; na sua gestão, foram corrigidos os problemas do piso dos andares.   Bôa Nova - AMDG

(JA, Set15)

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Camille Claudel



Camille era filha de Louis Prosper, um hipotecário, e Louise Athanaïse Cécile Cerveaux. Camille passou toda sua infância em Villeneuve-sur-Fère, morando em um presbitério que seu avô materno, doutor Athanaïse Cerveaux, havia adquirido. Foi primeira filha do casal, sendo quatro anos mais velha que Paul Claudel. Ela impõe a seu irmão, assim como a sua irmã caçula Louise, sua forte personalidade. Ela comandava os dois desde pequena. Segundo Paul, seu irmão, ela declarou desde cedo seu desejo de ser escultora. Camille também tinha certas premonições e previu também que seu irmão se tornaria escritor e sua irmã Louise seria musicista.
Seu pai, maravilhado com seu estupendo e precoce talento que, ainda na infância, produziu esculturas de ossos e esqueletos com impressionante verossimilhança, oferta-lhe todos os meios de desenvolver suas potencialidades, a colocando em escolas e cursos de primeira linha. Sua mãe, por outro lado, não vê com bons olhos, colocando-se sempre contra todo aquele empreendimento, reagindo muitas vezes violentamente no sentido de reprovar a filha que traz incômodos e custos excessivos para a manutenção de seu "capricho". O sonho de Camille é ser uma escultora de sucesso e vê essa vontade ameaçada pela mãe, que acha que ocorrem muitos gastos com a educação da menina.
Em 1881, já com 17 anos, sai de casa para ir em busca de seu grande sonho. Parte para Paris e ingressa na Academia Colarossi, uma escola que forma artistas escultores. Ela teve por mestre primeiramente Alfred Boucher e depois Auguste Rodin. É desta época que datam suas primeiras obras que nos são conhecidas: A Velha Helena (La Vieille Hélène - coleção particular) ou Paul aos treze anos (Paul à treize ans - Châteauroux).
O tempo passa, e seu professor Rodin, impressionado pela solidez e tamanha beleza de seu trabalho, admite-a como aprendiz de seu ateliê na rua da Universidade em 1885 e é nesse momento que ela colaborará na execução das Portas do Inferno (Les Portes de l'Enfer) e do monumento Os Burgueses de Calais (Les Bourgeois de Calais).
Tendo deixado sua família pelo amor a escultura, ela trabalha vários anos a serviço de seu mestre, por quem é secretamente apaixonada, e ela mantem-se à custa de sua própria criação, pois ela ganha salário como aprendiz. Por vezes, a obra de um e de outro são tão próximas que não se sabe qual obra de seu professor ou da aluna. Às vezes se confunde em quem inspirou um ou copiou o outro, pois Camille faz tão bem seu trabalho que parece que há anos ela trabalha com arte. Suas esculturas e as de Rodin são muito idênticas, fato que aproxima os dois.
O tempo passa e Camille e Rodin se envolvem, e têm um caso ardente de amor. Porém Camille Claudel enfrenta muito rapidamente duas grandes dificuldades: De um lado, Rodin não consegue decidir-se em deixar Rose Beuret, sua namorada desde os primeiros anos difíceis, e de outro lado, alguns afirmam que suas obras seriam executadas por seu próprio mestre, ou seja, acusam Camille de ter copiado todos os trabalhos de seu professor em vez dela mesma fazer. Muito triste e depressiva pelas acusações e por Rodin ainda ter outra mulher, Camille tentará se distanciar de Rodin e a fazer suas obras de arte sozinha. Percebe-se muito claramente essa tentativa de autonomia em sua obra (1880-94), tanto na escolha dos temas como no tratamento: A Valsa  (La Valse - Museu Rodin) ou A Pequena Castelã (La Petite Châtelaine, Museu Rodin). Esse distanciamento segue até o rompimento definitivo em 1898. A ruptura é marcada e contada pela famosa obra de título preciso: A Idade Madura (L’Age Mûr - Museu d'Orsay).
Ferida e desorientada, ainda mais por descobrir que seu romance com Rodin não passou de uma aventura para ele e que ele preferiu a namorada, Camille Claudel passa a nutrir por Rodin um estranho amor-ódio que a levará à paranoia e a loucura. Ela instala-se então no número 19 do hotel Quai Bourbon e continua sua busca artística em grande solidão, pois ama loucamente Rodin, mas ao mesmo tempo o odeia por ele tê-la abandonado. Ela se entregou a esse homem de corpo e alma e em troca só teve ingratidão e abandono. Apesar do apoio de críticos como Octave Mirbeau, Mathias Morhardt, Louis Vauxcelles e do fundidor Eugène Blot, seus amigos, ela não consegue superar a dor da saudade. Eugène Blot organiza duas grandes exposições, esperando o reconhecimento e assim um benefício sentimental e financeiro para Camille Claudel, pois ele quer ajudar a amiga em dificuldade. Suas exposições têm grande sucesso de crítica, mas Camille já está doente demais para se reconfortar com os elogios. Ela passa a ficar estranha e obsessiva, querendo a morte de Rodin. Ela passa a se lembrar de seu passado, a mãe a impedindo de ser uma artista e lembranças ruins da infância passam a sufocá-la cada vez mais.
Depois de 1905, os períodos paranoicos de Camille multiplicam-se e acentuam-se. Ela crê em seus delírios. Entre seus sonhos doentes, ela acredita que Rodin roubará suas obras de arte para moldá-las e expô-las como suas, ou seja, ela acha que Rodin roubará as esculturas e falará que foi ele quem fez. Ela passa a achar que o inspetor do Ministério das Belas-Artes está em conluio com Rodin, e que desconhecidos querem entrar em sua casa para lhe furtar suas obras de arte. Nessa fase ela passa a falar sozinha e já adquiriu a esquizofrenia. Também chora muito, e passa a ter ideias de suicídio. Camille cria histórias imaginárias que ela passa a achar que são puramente verdade. Nessa terrível época que suas crises de loucura aumentam, vive um grande abatimento físico e psicológico, não se alimentando mais e desconfiando de todas as pessoas, achando que todos a matarão. Ela se isola e como mora sozinha no hotel, ninguém sabe de sua condição, pois ela rompe a amizade com os amigos e passa a querer ficar e viver sozinha em seu quarto. Ela se mantém vendendo as poucas obras que ainda lhe restam.
Seu pai, seu porto-seguro, a única pessoa que a mais entendeu na sua vida, morre em 3 de março de 1913, o que piora por completo sua depressão e a faz sair da realidade mais ainda. Ela entra em uma crise violenta, quebrando tudo e gritando, e em 10 de março, ela é internada no manicômio de Ville-Evrard. A eclosão da Primeira Guerra Mundial levou-a a ser transferida para Villeneuve-lès-Avignon onde morre, após trinta anos de internação e desespero, passando todo esse tempo amarrada e sedada. Morreu em 19 de outubro de 1943, aos 79 anos incompletos
A força e a grandiosidade de seu talento estavam na verdade em um lugar muito incômodo: entre a figura legendária de Rodin e a de seu irmão que se tornou um dos maiores expoentes da literatura de sua geração. E não é difícil ler que as questões de gênero permeiam esse lugar menor dedicado a Camille.
Seu gênio sufocado por dois gigantes, sua vida sufocada por um abandono, suas forças e sua lucidez esgotadas por uma relação umbilical com seu mestre e amante. Uma relação da qual não conseguiu desvencilhar-se, consumindo sua vitalidade na vã tentativa de desembaraçar-se desse destino perverso. Camille Claudel, sua forte personalidade, sua intransigência, seu gênio criativo que ultrapassou a compreensão de sua época, como afirma o personagem de Eugène Blot no filme, permanecerá ainda e sempre um Sumo Mistério. Ela tinha uma inteligência e um talento fora do comum e poucas pessoas da época entendiam seu grande dom para ser uma verdadeira artista.

DELBÉE, Anne, Camille Claudel: uma mulher, São Paulo: Martins Fontes, 1988.
WAHBA, Liliana Liviano, Camille Claudel: criação e loucura, Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2002.
ROCHA, Ana Maria Martins Lino, Escolha da paixão: uma análise do romance entre Camille Claudel e Auguste Rodin à luz da psicanálise, São Paulo: Vetor, 2001.
Biografia de Camille Claudel do site da Association Camille Claudel.
Imagem: Rare photographie colorisée de Camille Claudel à 20 ans

(JA, Set15

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Biocentrismo


Robert Lanza, médico e criador da teoria do Biocentrismo (2007), eleito o terceiro mais importante cientista vivo pelo NY Times, coloca a consciência como fundamental e criadora do universo – ao contrário da ideia clássica, onde o universo cria a vida.
Defende que o universo provém da consciência e que, sem ela, ele não poderia existir. Para sustentar esta ideia, o Biocentrismo se apoia no experimento da dupla fenda, onde o elétron é determinado como partícula, pelo fato de medi-lo, uma vez que o elétron se comporta como ondas de possibilidades, até o momento em que se procura saber a sua localização exata. Tal experimento deu origem ao enunciado, da mecânica quântica, chamado de ‘Princípio da Incerteza’, onde as nossas observações provocariam algum efeito, no mundo atômico.
Além da dupla fenda, Lanza afirma que o Biocentrismo é semelhante à ideia de múltiplos universos, evocando a noção de que é possível a existência da consciência em ‘outros mundos’, uma vez que haveria um número infindável de universos, que existem simultaneamente ao nosso. Segundo o cientista, a morte seria um ilusão criada pela nossa mente, pois, a vida, para Robert, transcende a linearidade a qual estamos acostumados a observá-la. Segundo ele, a morte é uma crença, e que o tempo e o espaço não existiriam de fato, objetivamente, mas seriam apenas ferramentas da nossa MORTEmente, para a compreensão do universo.
O Princípio Antrópico Cosmológico também é base para o Biocentrismo de Lanza, ou seja, a nossa existência não surge ao acaso, pelo contrário, é proposital. A vida e a biologia, por sua vez, criariam a realidade, sem a noção linear e limitante que costumamos assumir. Ainda, de acordo com o médico, a morte apenas existe como conceito, ensinado pelas gerações, e, portanto, não pode ‘existir em qualquer sentido real’, em contraposição, a vida seria apenas um fragmento de tempo – este, por sua vez, daria simplesmente um ‘reboot’ quando morremos, fisicamente, a novas possibilidades. A vida, portanto, não se trata de um tempo, passado, presente e futuro – aqui, sem a nossa consciência, espaço e tempo não tem valor algum, desta forma, quando morremos, a nossa mente não poderia deixar de existir, pois ela faria parte do universo, assim uma parte da mente poderia ser imortal.
“Carregamos o espaço e o tempo em torno de nós como ‘tartarugas’. Quando a casca sai, espaço e tempo ainda permanecem existindo. “
A teoria do Biocentrismo se baseia em 7 princípios:
1.        O espaço e o tempo não são realidades absolutas, portanto, a realidade “externa” seria um processo de percepção e de criação da consciência.
2.        As nossas percepções externas e internas estão ligadas, de forma profunda, não podendo se divorciar uma da outra.
 3.        O comportamento das partículas subatômicas está ligado com a presença de um observador consciente. Sem esta presença, as partículas existem, no melhor dos casos, em um estado indeterminado de probabilidade de onda.
 4.        A consciência precede o universo. Sem consciência a matéria permanece em um estado indeterminado de probabilidade.
 5.        A vida cria o universo, e não o contrário, como estabelecido pela ciência tradicional.
 6.        O tempo não tem real existência fora da percepção humana.
 7.        O espaço, assim como o tempo, não é um objeto. O espaço é uma forma de compreensão e não existe por conta própria.


(JA, Set15)


‘Biocentrismo Como a Vida e a Consciência São as Chaves para entender a Natureza do Universo’ – Robert Lanza
http://paraalemdocerebro.blogspot.com.br/2014/09/robert-lanza-considerado-pelo-new-york.html