sábado, 26 de maio de 2012

Comédia “LADEIRA DA MEMÓRIA" revive o universo das vedetes do Teatro de Revista

Elas usavam plumas e paetês. Dançavam sobre enormes saltos plataforma com segurança e desenvoltura invejável e tinham pernas sensuais que arrancavam suspiros das plateias masculinas e o ódio das mulheres puritanas. A Cia. das Artes volta aos palcos e relembra o universo de luxo e cores das vedetes do Teatro de Revista com a comédia LADEIRA DA MEMÓRIA, que estreia dia 26 de maio e fica em temporada até 24 de junho de 2012 no Teatro Coletivo (Rua da Consolação, 1623)


Antonio Netto faz a direção do texto de Luis Alberto de Abreu, dramaturgo premiado e com quase 30 anos de carreira e mais de 40 peças adaptadas para os palcos.  A produção da peça é da Cia. das Artes em parceria da Oficina de Atores, do Rio de Janeiro.
A inspiração não poderia ser diferente. Vedetes emblemáticas como Virgínia Lane, Luz Del Fuego, Dercy Gonçalves e Wilza Carla serviram de inspiração para as atrizes que levarão ao palco a magia que hipnotizou e lotou os teatros brasileiros desde seu surgimento em 1859, no Rio de Janeiro, até sua decadência, em idos de 1960. São Paulo é o foco de LADEIRA DA MEMÓRIA.




fotos: Sergio Massa

Antonio Netto, diretor, explica que o espetáculo narra o cotidiano de uma companhia de Teatro de Revista, em que a principal figura é Deodora (Talma Salem), uma atriz de primeira linha que vive um duplo momento crítico: a pressão de seu namorado Ariovaldo (Hugo Leonardo), um professor de português que anseia pela saída da atriz do glamour da noite paulistana, e a ferrenha disputa entre três vedetes que desejam o seu posto de destaque dentro da Companhia e a preferência dos espectadores, a dita “rivalidade amiga”, que permeava os bastidores dos espetáculos da época.
A companhia de Teatro de Revista é dirigida por Brás (Vagner Vaz) um genuíno canastrão, mas divertido e bem-humorado, que administra os egos inflados das atrizes. Para ilustrar o ambiente boêmio tipicamente paulista, Zelinho (Sergio Buck) é um bêbado que troca o dia pela noite no bar da D. Arízia (Fernanda Gonçalves), um lugar decadente localizado no bairro do Bixiga, zona central de São Paulo. Zelinho bate ponto no bar, todos os dias, e sabe exatamente o que acontece por lá. Alguns fatos são recorrentes, quase cronológicos e o personagem acompanha esses fatos sempre sob sua ótica, movida à malandragem, com um “tempero” de melancolia e humor.
Em cena, 26 atores interpretam o dia a dia da companhia de Teatro de Revista, trazendo à tona características que marcaram época, como a dança, os quadros musicais, as fantasias coloridas usadas como elementos coreográficos e cenográficos.
LADEIRA DA MEMÓRIA leva aos palcos do Teatro Coletivo em São Paulo um gênero teatral derivado dos vaudevilles parisienses, comédias acompanhadas de pequenos coros, onde os personagens se envolviam sempre em situações equivocadas. O elemento mais poderoso desse estilo de teatro era a paródia, recurso desaprovado pelos intelectuais e adorado pelo povo, que sempre lotava os teatros.

26 de maio a 24 de junho 
Sábado 21h  -  Domingo 20h 

Teatro Coletivo - sala 1 
Rua da Consolação, 1623 | 11 3255-5922

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